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Contrariados servidores aprovam reajuste de 3,5% proposto pelo Executivo

O reajuste faz parte do Acordo Coletivo aprovado na tarde desta segunda, 16, pela maioria dos 645 servidores públicos municipais que participaram da Assembleia Geral Extraordinária realizada no Teatro Benigno Gaiga na Urca. Apenas 16 servidores votaram contra.

Gritando palavras de ordem os servidores foram para Urca para votar o Acordo Coletivo – foto Poçoscom.com/Roni Bispo

Desde o início das negociações, os servidores por meio do Sindiserv – Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Poços de Caldas reivindicavam um aumento de 10%, proposta que foi negada pelo prefeito Sérgio Azevedo até a última reunião realizada horas antes da Assembleia, alegando falta de recursos devido a atual situação financeira do Município. 

O vale-alimentação que é era de R$ 450,00 foi para R$ 465,00, porém a reivindicação dos servidores era que o valor fosse de R$ 500,00.

Diante da negativa, os servidores, a maioria da rede municipal de ensino, seguiram para a Urca em passeata pela Francisco Salles gritando palavras de ordem contra o prefeito.

Durante a votação foi expostos aos servidores que se o Acordo Coletivo não fosse aprovado, ou seja, se recusassem o aumento de apenas 3,5%, eles perderiam os benefícios já conquistados no Acordo Coletivo. Contrariados, os servidores optaram por aprovar o Acordo Coletivo 20018/2019.

 Das 42 cláusulas propostas este ano 19 foram aprovadas e 13 negadas. Além do reajuste salarial, entre as cláusulas aprovadas estão Plano de carreira dos agentes de endemias foi aprovado, ampliação de jornada para os instrutores de bandas e a revisão do plano de carreira.

Apenas 16 dos 645 servidores presentes na Assembleia votaram contra o Acordo Coletivo – foto Poçoscom.com/Roni Bispo

Para a presidente do Sindiserv, Marieta Carneiro, a aprovação do Acordo Coletivo, acaba sendo um progresso do plano de carreira de todos os servidores e principalmente a garantia e manutenção dos acordos firmados em anos anteriores. “A categoria não está totalmente satisfeita, estamos vindo de perda salarial de mais de 30% nas ultimas administrações e os servidores gostariam que neste momento pudessem ter mais ganho real, o que não foi concedido”, explicou Marieta.

Greve descartada

Diante da desvalorização salarial havia um indicativo de greve durante toda a negociação do Acordo Coletivo, porém, nesta segunda-feira, mesmo com a concentração debaixo de chuva de boa parte dos servidores em frente à Prefeitura, a paralisação foi descartada. Segundo a presidente do Sindiserv a categoria entendeu que agora não seria o melhor momento para greve, mas as mobilizações e manifestações serão realizadas. “A categoria entendeu que a greve não seria a melhor solução, mas não podemos desistir da luta. O Sindiserv vai chamar a categoria para mais manifestações porque a gente entende que com a revisão do plano de carreira há possibilidade do prefeito em um prazo maior reajustar o salário de todos os servidores,” finalizou a presidente do sindicato.

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