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Mudança da sede do SAMU é alvo de questionamento na Câmara

A recém mudança da sede do SAMU, ocorrida entre a última sexta-feira e sábado, foi alvo de questionamento na Câmara Municipal durante a sessão desta terça-feira, dia 11. Conforme foi divulgado pelo Poçoscom.com no sábado, quando muitas pessoas tentaram acionar o serviço pelo 192.

Mudança de sede ocorreu entre sexta-feira e sábado

O requerimento com pedido de informação foi apresentado pelos vereadores Maria Cecília Opípari e Paulo Tadeu D’Arcadia, ambos do PT.

O questionamento consiste na falta de informação à população sobre a mudança da sede que ficava na Rua Pernambuco no centro da cidade para a Rua São José no antigo almoxarifado do DME, ao lado do Corpo de Bombeiros no bairro Country Club. “Fomos pegos de surpresa com a notícia. A população ficou sem informações de que o SAMU seria transferido de endereço e o órgão sem a linha telefônica, principalmente o número de emergência 192. Isso nos causou preocupação e estranheza. Mesmo que a mudança tenha sido divulgada nas redes sociais, não houve uma divulgação ampla e oficial sobre isso”,questionou a vereadora  Maria Cecília.

Outra preocupação dos vereadores é com a logística e com o  tempo em que as ambulâncias vão levar para percorrer a Avenida João Pinheiro em horário de pico, uma vez que a nova sede agora está situada na zona oeste da cidade, e para atender ocorrências nas zonas leste, sul e até mesmo no centro terá que passar pela João Pinheiro para chegar no centro e de lá se deslocar para as referidas regiões.  “ Meu questionamento é de que será que foi levado em consideração que além da distância as viaturas do SAMU terão que percorrer a avenida João Pinheiro, onde a velocidade máxima permitida e controlada por radares para os veículos de carga, transporte público e de passeio é de 60km/h e que muitos motoristas, mesmo em situação de emergência, não avançam o sinal, por medo de ser multados devido aos radares? Indagou a vereadora, que lembrou que o Corpo de Bombeiros já enfrentou situação parecida e foram multados.

O vereador Paulo Tadeu saber qual o real motivo da mudança: economia ou para o cumprimento de normas sanitárias, uma vez que o antigo prédio da Rua Pernambuco, não estaria adequado para o serviço que vem funcionando no mesmo local há 10 anos desde sua criação.

Se a resposta for para economia, os vereadores questionam a legalidade da ocupação do prédio do DME, pois entendem que a prefeitura deveria pagar aluguel para o Grupo DME.” Independente do município ser o único acionista do DME, a autarquia tem que pedir autorização à ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica para liberar seus prédios e imóveis para o município. Em contrapartida a prefeitura terá que pagar o aluguel para o DME e queremos saber de quanto será esse valor”, declarou Paulo Tadeu.

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