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Minas registra 2,1 mortes/dia nas rodovias que cortam o Estado

O simulado realizado pelo Corpo de Bombeiros foi uma das ações voltadas para o Maio Amarelo em Poços de Caldas – foto Corpo de Bombeiros

Um estudo inédito realizado pela Secretaria de Estado de Saúde em parceria com o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, revela que o Estado registrou mais de 2 milhões de acidentes de trânsito entre 2019 e 2025.


De janeiro até o dia 15 de junho deste ano foram 486 mortes em 4 mil acidentes nas rodovias federais que cortam Minas, o que resulta em 2,1 mortes/dia. A imprudência ainda é a principal causa de acidentes de trânsito em Minas Gerais.

Os números foram apresentados durante uma Audiência Pública realizada nesta segunda-feira, 16, na Comissão de Transporte da Assembleia Legislativa de Minas Gerais .

Diversas autoridades ligadas ao planejamento viário do estado ressaltaram que Minas tem a maior malha viária do país, com mais de 272 mil quilômetros de rodovias.

As medidas de prevenção, como ações durante o Maio Amarelo e fiscalização ainda não foram capazes de reverter números de acidentes e mortes no Estado.

Por essa razão, representantes desses órgãos do planejamento viário apontaram medidas consideradas cruciais nessa “guerra”, com destaque para o incremento da educação para o trânsito nas escolas públicas.

A Comissão de Transporte debateu a segurança no trânsito, nesta segunda na Assembleia Legislativa – foto Guilherme Dardanhan/ALMG

De acordo com o tenente-coronel Renato Quirino, comandante do Batalhão de Polícia Rodoviária da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) estas ações educativas já ocorrem. Neste último Maio Amarelo, segundo o comandante, foram 101 mil ações de diversos tipos, alcançando 1,1 milhão de pessoas.

Maio Amarelo

O Maio Amarelo é uma iniciativa criada em 2014 pelo Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV) para ajudar o Brasil a cumprir a meta de redução de 50% de mortes no trânsito até 2030. O desafio foi proposto pela Organização das Nações Unidas (ONU), conforme relatou o representante o ONSV, Alexander Ferreira de Magalhães.

A meta do trabalho, de acordo com Alexander, é a chamada visão zero, de zerar as mortes no trânsito. “Hoje temos 17 óbitos por 100 mil habitantes no Brasil, e três na Suécia, que deve atingir zero até 2030”, comparou. Atualmente, segundo ele, 30 países realizam o Maio Amarelo.

Bombeiros e Secretaria de Saúde mapeiam “zonas quentes”

Entre as iniciativas apresentadas na audiência, a chefe da Seção de Planejamento e Operações do Corpo de Bombeiros (CBMMG), tenente-coronel Marcely Camargos, citou parceria com a Secretaria de Estado de Saúde (SES) para o mapeamento de zonas com maior índice de acidentes, as chamadas “zonas quentes”.

Segundo a tenente-coronel, as 79 zonas mapeadas, sendo 26 em rodovias e 53 em áreas urbanas, totalizam 41% do total de acidentes no Estado. “Os eventos têm geografia, têm causa. Não são aleatórios”, afirmou. A partir do estudo, segundo ela, foram realizados worshops nas unidades dos bombeiros. E neste Maio Amarelo, 349 ações também foram implementadas. – Fonte ALMG

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