Banda K2 apresenta show autoral no Festival de Inverno de Poços de Caldas

O palco do Festival de Inverno de Poços de Caldas recebe nesta quinta-feira, 24, às 21h, o show da banda K2, um dos grupos mais longevos e expressivos do rock autoral mineiro. Com 27 anos de estrada, o trio formado por Diego Ávila (baixo e voz), Douglas Maiochi (bateria) e Pedro Cezar (guitarra e voz) mostra a força criativa de uma trajetória que se reinventa a cada disco, fundindo influências diversas à linguagem brasileira do Rock.
Com classificação livre, o show tem duração prevista de 1h30 e acontece no Parque José Affonso Junqueira, atrás do Palace Hotel, no centro de Poços. O repertório percorre toda a discografia da K2 — dos primeiros registros em 2000 com o álbum Musik2, passando por sucessos como Mudanças (trilha da novela Malhação) e culminando no mais recente trabalho: o EP Tem que ter amor (mas também tem que ter luta), lançado em 2022.
Entre os destaques está a releitura de Catequeses do Medo, composta por Marcelo Yuka (O Rappa), lançada pela K2 durante a pandemia como parte do projeto coletivo Carnavalhame Vol. 4, com mais de 30 artistas em tributo ao compositor falecido em 2019. A canção reflete o posicionamento artístico e político da banda, que aposta no poder da música como crítica social e construção de afetos.
O repertório autoral da noite inclui composições como Tem Que Ter Amor, Menina Doida, Locomotiva, Lei do Som, Violeiro de Seoul, entre outras.
Trajetória da K2
Formada em 1998 em Poços de Caldas (MG), a banda K2 tem uma carreira sólida de 27 anos, marcada pela produção autoral, combinando engajamento social, poesia e energia em sua música. O trio lançou cinco álbuns – Musik2 (2000), Locomotiva (2003), K2 EP (2009), Brasileiro Alma Grande (2014) e o mais recente Tem Que Ter Amor (mas também tem que ter luta) (2022) – além de singles como Ontem Acabou o Nosso Amor (2006) e Catequeses do Medo (2020), tributo ao compositor Marcelo Yuka, do O Rappa.
A K2 conquistou premiações importantes, como o festival Som Submarino e o Festival Coração de Estudante, com júri presidido por Milton Nascimento, além de participar de programas nacionais como Altas Horas e integrar trilhas sonoras, como a da novela Malhação. Internacionalmente, esteve presente em festivais na Bolívia (Grito Rock, 2016) e Argentina (Latinoamerica Emerge, 2017), ampliando sua atuação pelo continente.