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Corpo de Bombeiros e Defesa Civil verificam denúncias de supostas detonações de explosivo no Complexo Santa Cruz

obra de demolição do complexo santa cruz em Poços de Caldas-MG
Durante a vistoria foi constatada que a empresa contratada pela construtora responsável não utiliza explosivos nas detonações – foto Corpo de Bombeiros

Poços de Caldas (MG) – Após solicitações e denúncias relacionadas a supostas detonações de explosivos nas obras de demolição do Complexo Santa Cruz, em Poços de Caldas (MG), o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais e a Defesa Civil Municipal de Poços de Caldas realizaram averiguações técnicas no local.


Durante a vistoria, foi constatado que as atividades em andamento referem-se a serviços de desmonte de rochas, executados pela empresa Explobras Engenharia e Desmonte de Rocha Ltda, contratada pela empresa EVA Construtora.
De acordo com informações do responsável técnico pela obra, o procedimento utiliza um sólido químico inflamável denominado Rompex, que consiste em uma cápsula cilíndrica geradora de gás, não sendo classificado como explosivo.

Ainda segundo o responsável técnico, as fragmentações ocorrem exclusivamente no período diurno, com a realização de, no máximo, duas intervenções por dia.
Os pontos de desmonte são devidamente cobertos por uma camada de terra com espessura entre 2 e 4 metros, conforme o porte da fragmentação, com o objetivo de absorver a onda de choque e impedir a projeção de estilhaços de rocha.

Ainda segundo o responsável técnico, é utilizado sismógrafo para o monitoramento das vibrações do solo durante as atividades. Além disso, foi criado um grupo em aplicativo de mensagens com moradores do entorno, com a finalidade de informar previamente os horários das intervenções.


Considerando que o material empregado não é classificado como explosivo, não há necessidade de licenças especiais para sua utilização.
Conforme a ficha técnica do produto, o Rompex apresenta baixa vibração do solo e reduzida sobrepressão atmosférica quando comparado a explosivos convencionais, além de não produzir gases tóxicos.

Após as verificações realizadas no local, o Coordenador da Defesa Civil Municipal informou que não foram observados riscos iminentes às edificações vizinhas à obra.

O Corpo de Bombeiros faz um alerta. Caso alguma edificação seja atingida por estilhaços ou apresente trincas em paredes ou vidraças, a orientação é que os moradores entrem em contato com o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193 ou com a Defesa Civil pelo telefone 199 ou 153.

Moradores do entorno que ainda não participam do grupo de mensagens e tenham interesse em receber informações sobre as atividades podem entrar em contato com os responsáveis pela obra pelo telefone (35) 9-9186-5424.

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