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Casal acusado de matar idoso tem pena aumentada após novo julgamento

fachada Fórum Poços de Caldas
O casal foi julgado e condenado novamente com aumento das penas  – foto Roni Bispo

Poços de Caldas (MG) – Foram condenados a 22  e 25 anos de prisão os réus,  Evandro Goveia Santos e Iannaely Pereira Domingues pela morte do aposentado, João Batista Domingos de 70 anos, sogro e pai dos réus.


O casal, que já havia sido condenado pelo mesmo crime em novembro de 2024 voltou ao banco dos réus nesta terça-feira, 17, uma vez que o júri anterior havia sido anulado, após a forma da apuração de suspeita de que uma das testemunhas havia prestado falso testemunho diante do júri.

Com novo julgamento no Fórum de Poços de Caldas, o casal voltou a ser condenado e com as penas aumentadas pelo crime de homicídio triplamente qualificado, por meio fútil e cruel, pois a vítima não teve condições de se defender, uma vez que era deficiente visual, idosa e com  saúde fragilizada.

A filha da vítima, Iannaely Pereira Domingues, condenada anteriormente a 16 anos de prisão, teve a pena aumentada para 25 anos.


De acordo com o Ministério Público, a ré permanece em prisão domiciliar, uma vez que está grávida e o parto pode ocorrer nos próximos dias.

Já o marido dela, Evandro Goveia Santos teve a pena aumentada de 18 anos para 22 anos de reclusão. O réu retornou para o presídio de Alfenas, onde estava preso.

Entenda o caso

O aposentado João Batista Domingos foi encontrado morto na noite do dia 6 de março de 2023, na casa em que morava com os acusados, na Rua Vicente Celestino. A vítima estava deitada no sofá sem roupas e com hematomas nas costas e no braço e também no rosto.

A filha, na época com 22 anos e o genro da vítima, de 31 anos foram apontados como os principais suspeitos.

Na ocasião, uma vizinha chamou o SAMU depois de presenciar a vítima sendo agredida pela própria filha e o genro. A vizinha disse aos policiais que o casal agredia o idoso constantemente e contou que as agressões naquele dia, tiveram início depois da vítima, que era deficiente visual ter urinado na roupa.

A testemunha presenciou o momento em que o idoso caiu no chão e não se levantou mais e quando o aposentado foi colocado no sofá pelo casal. A vizinha foi impedida de chamar por socorro.

Um dos filhos do aposentado esteve no imóvel e contou aos policiais que a irmã dele se apossava da aposentadoria e do cartão de banco da vítima. O filho da vítima deu por falta de vários objetos do imóvel.

Segundo o filho da vítima contou aos policiais que a irmã e o genro, e o filho do casal  foram de taxi para  Campinas onde iriam pegar  um ônibus com destino ao Maranhão, mas foram presos.

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