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Familiares e amigos se despedem de Mãe Divina na tarde desta segunda-feira

mãe divina
Mãe Divina era uma das integrantes mais antigas do Terno de São Gerônimo e Santa Barbara Oia e responsável pela abertura da celebração do Dia de Santa Cruz – foto Secom

Poços de Caldas (MG) – Os familiares e amigos de Divina Aparecida Peregrino, a Mãe Divina, se despedem da Bandeireira do Terno de Congo São Gerônimo e Santa Bárbara Oia na tarde desta segunda-feira, 23.


O velório que acontece desde sábado à noite no Velório Municipal segue até às 16h30 quando será realizada a despedida em seguida o sepultamento no Cemitério da Saudade de Poços de Caldas.

Mãe Divina faleceu na madrugada de sábado, 21, vítima de um atropelamento ocorrido na noite da última quarta-feira, na Rua Coronel Virgílio Silva, quando foi atingida por uma moto.

Internada desde então na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa, Mãe Divina não resistiu aos ferimentos.


Mãe Divina completou 68 anos no último dia 6 de março. Ela era viúva e deixa três filhos e sete netos.

Nota de Pesar

A Secretaria Municipal de Cultura e a Prefeitura de Poços de Caldas emitiram uma nota de pesar pelo falecimento de Mãe Divina.

A Secretaria Municipal de Cultura e a Prefeitura de Poços de Calas lamentam profundamente o falecimento de Mãe Divina, do Terreiro de Santa Bárbara e São Gerônimo e se solidariza à família, aos amigos e a todos os Congadeiros de Poços de Caldas neste momento de dor e consternação.

 

Sineta do Dia de Santa Cruz

Já não tocam mais a sineta as mãos que abriam os trabalhos do Dia de Santa Cruz. O Terno de Congo de Santa Bárbara e São Gerônimo perdeu, neste sábado, 21 de março, aos 68 anos, sua bandeireira de tantos anos. Divina Aparecido Peregrino, a Mãe Divina, abriu hoje seu derradeiro caminho, com a certeza de que sua presença de fé, sua devoção à tradição do Congado e seu legado de pura alegria e acolhimento seguem firmes nos corações dos devotos de São Benedito.

Mãe Divina havia completado 68 anos de idade no último dia 6 de março. Nascida em 1958, desde menina tinha o sonho de entrar para a Congada. Filha de Santo de Mãe Orlanda da Conceição, é ícone das manifestações da cultura tradicional na cidade. “Nunca vou largar de São Benedito. Vou sempre procurar a Congada. Enquanto eu tiver perna, eu quero dançar, em gratidão a São Benedito e a todos os meus irmãos de Congo”. A fala potente, para o documentário “São Benedito de Poços de Caldas”, resume a devoção de Mãe Divina.

Além de sua presença marcante no Terno de Congo de Santa Bárbara e São Gerônimo e nas celebrações que integram a centenária Festa de São Benedito, atuou como agente cultural em diversos projetos e inciativas como Semeando nossa Cultura e Festival da Cultura Popular de Poços de Caldas, tendo produzido o documentário “Eu sou mulher de amor e fé” do Edital de Economia Criativa da Secretaria Municipal de Cultura e participado do documentário “Firmamento”. *texto – Carolina Barbosa

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