Jogadora da Caldense é suspensa de competição após denúncia de injúria racial

Após o registro de um boletim de ocorrência sobre injúria racial cometida contra uma jogadora de handebol na noite desta quinta-feira, 19, durante uma partia entre Poços de Caldas, representada pela Associação Atlética Caldense e Campestre, a Comissão Disciplinar da Federação Mineira de Handebol (FMH) decidiu suspender a jogadora suspeita de cometer o ato de racismo de todas as competições da Federação e da Confederação.
Em nota emitida à imprensa, a FMH informou que, em virtude dos lamentáveis incidentes ocorridos no dia 19 de junho do corrente ano, durante a partida, as informações e provas pertinentes apresentadas foram imediatamente encaminhadas à sua Comissão Disciplinar.
Agindo em conformidade com o seu regimento e as normas que regem a disciplina desportiva, a Comissão Disciplinar da FMH, em juízo de cognição sumária, concedeu medida liminar para determinar a suspensão preventiva da atleta, de 19 anos, da cidade de Poços de Caldas, de todas as competições organizadas pela Federação Mineira de Handebol e pela Confederação Brasileira de Handebol, e também impedida de adentrar nos locais de jogos, inclusive arquibancadas.
De acordo com a Federação Mineira de Handebol, a medida cautelar tem caráter provisório e vigorará até o julgamento definitivo do processo disciplinar instaurado para apurar os fatos em questão.
A Associação Atlética Caldense se manifestou por meio de uma nota oficial:
A Associação Atlética Caldense vem a público expressar seu mais firme e indignado repúdio ao racismo. Tal conduta é absolutamente incompatível com os valores que defendemos como instituição esportiva e como sociedade.
O racismo é inadmissível e deve ser enfrentado com coragem, clareza e ação. A prática esportiva, por sua essência, é espaço de respeito, inclusão, diversidade e superação.
Reafirmamos nosso compromisso inabalável com o combate ao racismo em todas as suas formas.
A Associação Atlética Caldense não recebeu até o momento qualquer comunicação da Federação Mineira de Handebol dos fatos, sendo lamentavelmente surpreendida por publicações em rede social.
O caso encontra-se com departamento Jurídico para verificação das medidas cabíveis.
Entenda o caso
Uma jogadora de handebol de 13 anos foi vítima de injúria racial durante partida entre os times de Campestre e Poços de Caldas, no primeiro dia da fase zonal do Campeonato Mineiro Cadete de Handebol, sediado em Campestre-MG. A injúria foi cometida por uma jogadora de Poços de Caldas, de 19 anos, que estava na arquibancada assistindo ao jogo.
A Polícia Militar foi chamada até o ginásio poliesportivo após ser solicitada pela mãe da jogadora, de 41 anos, que relatou aos policiais que durante a partida entre as equipes das cidades vizinhas, que toda vez que a filha pegava na bola era chamada de “macaca e gorila” pela jogadora de Poços de Caldas, que estava na arquibancada.
A mãe questionou a agressora do porquê estaria ofendendo a filha dela e informou que iria chamar a polícia, momento em que a suspeita ironizou e disse para fazer o que quiser, pois estaria em Poços de Caldas e deixou o local.
Antes de suspender a jogadora, a Federação Mineira de Handebol havia emitido uma nota de repúdio contra o ato de racismo cometido pela jogadora da Caldense.