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Justiça mantém júri popular de namorada acusada de matar bancário

fachada Fórum Poços de Caldas
 Os desembargadores rejeitaram o recurso da defesa por três votos, que pedia a revisão da sentença de pronúncia – foto Roni Bispo

Poços de Caldas (MG) – O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) manteve a decisão decidiu na última terça-feira, 10,  manter a pronúncia de Natasha Cristina Curimbaba, acusada de matar o namorado Pedro Granato Oliveira, de 34 anos, em julho de 2024, em Poços de Caldas.


A defesa da ré recorreu da decisão, mas os desembargadores rejeitaram o recurso da defesa por três votos, que pedia a revisão da sentença de pronúncia. Porém ainda não há uma data definida e o processo segue sob segredo de Justiça.

A decisão pelo julgamento é resultado da audiência de instrução realizada no último dia 22 de maio no Fórum de Poços de Caldas-MG. Natasha foi indiciada pela morte do namorado e virou ré após audiência presidida pelo Juiz da 2ª Vara Criminal e da Infância e Juventude da Comarca de Poços de Caldas-MG, José Henrique Mallmann, em julho de 2025.

Na ocasião a defesa de Natasha sustentou sua inimputabilidade por doença mental, com a apresentação de laudos psiquiátricos e psicológicos diagnosticando transtorno de personalidade borderline, transtorno psicótico e dependência química, comportamento observado desde a infância da suspeita. O perito de defesa afirmou, que no momento do crime, Natasha apresentava capacidade reduzida de autodeterminação e de entendimento.


Em relação à nova decisão em manter o julgamento, a defesa informou que recebeu com serenidade a decisão proferida pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, que manteve a pronúncia (determinação de julgamento pelo Tribunal do Júri) proferida em 1ª instância. ”Aguardaremos a publicação do acórdão contendo os fundamentos dessa decisão para analisar o cabimento de novos recursos ao próprio Tribunal de Justiça e aos tribunais superiores. A discussão jurídica acerca do julgamento de Natasha pelo Tribunal do Júri segue, portanto, sub judice, aguardando a decisão final da Justiça”, declarou a defesa.

O crime   

O bancário foi encontrado na noite de domingo, 28 de junho de 2024 por dois rapazes que passavam de carro na Rua Nacib Nacle, no Parque Vivaldi Ribeiro Leite.

A vítima havia caído de um barranco do Morro do Chapéu e sangrava muito na região do pescoço.

Os ocupantes do carro contaram à PM que tinham a impressão de que ele fugia de alguém.

A PM foi acionada e os policiais realizaram uma varredura pelas proximidades a procura de possíveis envolvidos, mas ninguém foi encontrado.

Indiciamento

A suspeita foi indiciada em outubro de 2024 depois que o inquérito foi concluído pela Polícia Civil. As investigações apontaram que Natasha foi responsável pelo golpe de faca que atingiu o pescoço da vítima, levando-a à morte.

De acordo com a Polícia Civil, durante as diligências, os investigadores localizaram o carro utilizado pela suspeita numa propriedade rural da família, na zona rural de Poços de Caldas.

No veículo, foram encontradas manchas de sangue na maçaneta, reforçando a suspeita contra ela. Com base nas evidências, a jovem foi indiciada por homicídio doloso qualificado, uma vez que a vítima foi impossibilitada de se defender.

Ao fim das investigações, a autoridade policial solicitou um exame de sanidade mental da suspeita, o que resultou na constatação de sua inimputabilidade, ou seja, no momento do crime, a jovem não tinha plena capacidade de entender as ações, que resultaram na morte do namorado.

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