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Núcleo Regional de Monitoramento Eletrônico de Poços de Caldas monitora ex-diretor do Banco Central é monitorado pelo

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Após ser detido em Guaxupé, o ex-diretor de Fiscalização do Banco Central está usando tornozeleira eletrônica e monitorado pelo Núcleo Regional de Monitoramento Eletrônico de Poços de Caldas – foto Victor Laia Sejusp

Poços de Caldas (MG) – Após ser preso durante a terceira fase da Operação Compliance Zero deflagrada nesta quarta-feira, 4, pela Polícia Federal, o ex-diretor de Fiscalização do Banco Central, Paulo Sérgio Neves de Souza passou a usar tornozeleira eletrônica e está sendo  monitorado pelo Núcleo Regional de Monitoramento Eletrônico de Poços de Caldas (MG).


O ex-diretor foi detido em Guaxupé (MG) durante o cumprimento de mandando de prisão preventiva durante a ação que tem como com objetivo de investigar a possível prática dos crimes de ameaça, de corrupção, de lavagem de dinheiro e de invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa, ligada ao empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.

Segundo a Polícia Federal, o ex-diretor de Fiscalização do Banco Central teria atuado informalmente em favor dos interesses da instituição financeira que estava sob supervisão da própria autarquia à qual era vinculado.

Como medida cautelar, o ex-diretor vai responder ao processo em liberdade e com medidas restritivas com monitoramento eletrônico.


Durante a operação desta quarta-feira foram cumpridos ao todo 4 mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, nos estados de São Paulo e em Guaxupé (MG), onde o ex-diretor mora. As investigações contaram com o apoio do Banco Central do Brasil.

De acordo com a Polícia Federal, também foram determinadas ordens de afastamento de cargos públicos e de sequestro e de bloqueio de bens, no montante de até R$ 22 bilhões, com o objetivo de interromper a movimentação de ativos vinculados ao grupo investigado e de preservar valores potencialmente relacionados às práticas ilícitas apuradas.

Ainda durante a operação foram presos o banqueiro Daniel Vorcaro; Fabiano Campos Zettel, apontado como apoiador direto das atividades do empresário; Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, que, segundo as investigações, atuava na obtenção de informações sigilosas e monitoramento de pessoas e  Marilson Roseno da Silva, identificado como integrante da estrutura paralela de monitoramento e intimidação vinculada ao grupo investigado.

A investigação segue em andamento e, conforme a Polícia Federal, novas diligências não estão descartadas.

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