Bombeiros participam de palestra sobre quebra de sigilo telefônico

Os bombeiros da 1ª Companhia Independente do Corpo de Bombeiros de Poços de Caldas participaram de uma palestra na manhã desta terça-feira voltada para a preservação e isolamento de locais de crime e também sobre a quebra de sigilo telefônico.

A palestra foi ministrada pelo delegado Cleyson Brener e as peritas Ana Paula Reis de Carvalho e Luiza Vilela Portugal.

Comandante do Corpo de Bombeiros ressaltou a importância do trabalho integrado – foto Roni Bispo/Poçoscom.com

Na abertura das atividades o comandante da 1ª Cia Ind do Corpo de Bombeiros, Major Viana, falou da importância do trabalho em conjunto entre as duas corporações em determinadas ocorrências.  Apesar dos bombeiros já terem noção sobre os procedimentos relacionados à preservação e isolamento de locais de crimes, a palestra vai ajudar a ampliar conhecimento e como agir daqui pra frente, principalmente nos casos de incêndios que serão periciados posteriormente para verificação da existência de um crime ou não.

No caso de um isolamento, a perícia poderá compartilhar informações sobre a segurança no local danificado pelo fogo e sobre as condições de segurança para entrar no recinto e realizar a perícia sem riscos.

O compartilhamento de informações pode ajudar também no trabalho da Polícia Civil na elaboração de inquéritos, uma vez que os próprios bombeiros já podem detectar se em determinada ocorrência houve dolo ou apenas um acidente, como por exemplo, um incêndio ou um acidente automobilístico.

Delegado falou sobre os procedimentos da quebra de sigilo telefônico -foto Roni Bispo/Poçoscom.com

A outra parte da palestra foi abordada a importância da quebra do sigilo telefônico nos casos para de pessoas desaparecidas, como foi com o aposentado Odair Fonseca Gonçalves de 70 anos encontrado morto em um córrego na zona rural entre Poços de Caldas e Bandeira do Sul.

Neste caso específico o Corpo de Bombeiros e Polícia Civil tiveram que recorrer à quebra do sigilo telefônico para tentar localizar o aposentado que ficou desaparecido por uma semana. Durante a palestra foi explicado que o sigilo telefônico só pode ser solicitado pela Polícia Civil depois que todas as vias de investigação e busca forem esgotadas.

Foi o que aconteceu no caso do aposentado, que depois de buscas realizadas com a ajuda de um helicóptero e cães farejadores do Corpo de Bombeiros e investigação da Polícia Civil, a quebra do sigilo foi concedida para que auxiliasse nas buscas.

De posse do cadastro do aposentado, a polícia civil conseguiu entrar em contato com as pessoas que conversaram com o aposentado ou ligaram para ele nos dias anteriores ao seu desaparecimento, bem como cruzar as informações referentes o deslocamento da vítima e o último local onde esteve.

No caso do aposentado Odair Fonseca Gonçalves, as buscas se concentraram na região onde o corpo dele foi encontrado, justamente por que uma torre de telefonia celular localizada em Botelhos deu as coordenadas do aparelho celular da vítima e assim foi possível traçar um perímetro de onde a vítima estaria.

A cooperação técnica entre as corporações tem surtido bons resultados – foto Roni Bispo/Poçoscom.com

Apesar da cooperação técnica entre as duas corporações, o delegado Cleyson Brenner, lembrou também da dificuldade do andamento da investigação, uma vez que existe a burocracia para a liberação do sigilo telefônico das vítimas. Algumas operadoras após a ordem judicial concedem as informações em até duas horas, mas outras levam até 24 horas e em se tratando de um desaparecimento ou algum outro crime hediondo isso é muito tempo em se tratando de uma vida.

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