Futuro do monotrilho será debatido em audiência pública

Poços de Caldas (MG) – O “Cenário técnico, urbanístico, estrutural e as perspectivas futuras do Monotrilho de Poços de Caldas”, será tema de mais uma audiência pública na Câmara Municipal.
O encontro, decorrente de um requerimento do vereador Lucas Arruda (REDE) será realizado na próxima quarta-feira, 16, às 17h, no Plenário da Câmara Municipal.
A audiência pública, a 26ª do ano terá duração no máximo de 4 horas e poderá ser acompanhada também ao vivo pelo canal do YouTube da Câmara.
A audiência será iniciada com o pronunciamento do vereador Lucas Arruda, que presidirá o evento e demais autoridades participantes, as quais irão expor sobre a finalidade do encontro e colocar em discussão o assunto apresentado, colhendo as manifestações e expectativas da população.
Inscrições
As inscrições para o uso da palavra serão limitadas a 8 (oito), excluídas as autoridades da Mesa, devendo ser formuladas até o dia 14 de setembro de 2026, segunda-feira, às 18 horas, pelo e-mail: comunicacao@pocosdecaldas.mg.leg.br.
Será permitida somente a inscrição de um cidadão por e-mail enviado.
Os interessados em fazer o uso da palavra e desejarem participar remotamente, será fornecido o link de acesso para a reunião e permitida a entrada no momento do pronunciamento, conforme orientações que serão transmitidas a cada interessado pelas Gerências de Tecnologia da Informação e de Comunicação da Câmara Municipal de Poços de Caldas.
Cada expositor terá o prazo de até 5 (cinco) minutos para se manifestar.
Elefante Branco
O monotrilho começou a ser construído ainda na década de 80, com a previsão de um percurso de 30 km, porém apenas 8 foram entregues, no trecho que liga o Terminal de Linhas Urbanas, no centro da cidade, ao Terminal Rodoviário na zona oeste.
Criado para ser um meio de transporte alternativo e também turístico, o monotrilho foi entregue ao Município 19 anos depois da construção aprovada.
O empreendimento funcionou poucas vezes para testes, que foram marcados por incidentes. Em setembro de 200, o monotrilho descarrilou em uma curva e 19 passageiros ficaram presos e foram resgatados pelo Corpo de Bombeiros.
Em 2003 duas pilastras e parte da estrutura caíram no rio próximo à ponte que liga o bairro Country Club II na zona oeste. Em Janeiro de 2019, os representantes da empresa J. Ferreira, que tinha concessão de 50 anos, desistiram do contrato e devolveram a concessão do monotrilho para o Município.
Durante uma audiência de instrução e julgamento, a empresa abriu mão de indenizações ou ressarcimento pelos investimentos realizados desde 1981 quando o contrato foi assinado.
Com a decisão, toda estrutura que compreende o monotrilho passa a ser de responsabilidade da Prefeitura.
Em 2023, a Prefeitura iniciou um processo de limpeza e revitalização da estrutura do monotrilho e este ano, após uma determinação do Ministério Público, os acessos para as plataformas de embarque e desembarque foram fechados com paredes de tijolos para impedir que moradores em situação de rua e usuários de drogas ocupassem os espaços.





