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Golpe do PIX: Quadrilha que agiu em Poços é presa no Ceará

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) e a Polícia Civil do Ceará (PCCE) desencadearam a operação Dublê, visando à desarticulação de uma organização criminosa especializada em crimes cibernéticos na modalidade de fraude eletrônica, via PIX.  Seis pessoas foram presas durante a ação no Ceará. O grupo agia em várias cidades de Minas Gerais, entre elas Poços de Caldas.

A operação contou com a participação de policiais civis de Minas Gerais e do Ceará – foto Polícia Civil

De acordo com a Polícia Civil a operação ocorreu nas cidades de Fortaleza e Maracanaú, no estado do Ceará, e resultou na prisão de seis suspeitos.

Foram expedidos pela Vara Criminal de Frutal, no Triângulo Mineiro, um total de dez mandados, sendo seis de prisão preventiva. Até o momento, três homens e três mulheres, com idades entre 26 e 45 anos, foram detidos. Levantamentos estão em andamento para localizar e efetuar o cumprimento dos demais mandados.

De acordo com as investigações, coordenadas pela Delegacia de Polícia Civil em Frutal, os membros da organização criminosa agiam de forma coordenada para praticar golpes de estelionato por meio de aplicativo de mensagens.

O crime envolve a clonagem do aplicativo da vítima ou a utilização de imagens de parentes ou amigos em perfis falsos. Por meio desses perfis falsos, os criminosos solicitavam transferências de dinheiro via Pix para contas controladas por terceiros, valendo-se da boa-fé das vítimas.

Os golpes se espalharam por diversas cidades mineiras e de outros estados brasileiros. Apenas em Minas Gerais, foram identificadas ocorrências nas cidades de Poços de Caldas, Frutal, Patrocínio, Lagoa da Prata, Nanuque, Uberaba, , Uberlândia, Três Corações, Ituiutaba, Santa Luzia, Belo Horizonte, Araguari, Vespasiano, Ubá, Ribeirão das Neves, Araxá, Juiz de Fora e Ipatinga, totalizando um montante aproximado de R$ 120 mil obtidos ilicitamente via Pix.

As investigações apontam que o grupo criminoso pode ter lucrado mais de R$ 1 milhão em golpes por todo o país. Além disso, foi constatado que a organização criminosa abriu cerca de 185 contas bancárias para facilitar as transações fraudulentas. As autoridades conseguiram bloquear essas contas e solicitar o sequestro dos valores.

Os suspeitos irão responder pelos crimes de organização criminosa e estelionato na modalidade de fraude eletrônica. A investigação continua a fim de verificar possíveis crimes de lavagem de dinheiro.

O delegado João Carlos Garcia Pietro Júnior avalia que a ação conjunta das polícias de Minas Gerais e do Ceará representa um avanço significativo no combate aos crimes cibernéticos e ressalta a importância da cooperação entre os estados para lidar com organizações criminosas que ultrapassam fronteiras físicas por meio do mundo virtual. “As investigações prosseguem e novos desdobramentos são esperados nos próximos dias”, adiantou.

Dublê

O nome escolhido para a operação é uma analogia ao mundo cinematográfico, onde um dublê realiza ações arriscadas em substituição a um ator. De maneira similar, os criminosos assumiam uma falsa identidade ao adquirir a imagem da vítima e um novo número de telefone, agindo em seu nome para cometer golpes financeiros e extorquir dinheiro de parentes e amigos.

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