Pai e filho são presos por envolvimento na venda de medicamento abortivo em Poços

Mais dois suspeitos foram presos na manhã desta segunda-feira, 5, pela Polícia Civil de Poços de Caldas por envolvimento na venda de medicamento abortivo. A ação é a segunda fase da Operação Anjos da Morte.

Além das prisões também foram apreendidos medicamentos e R$ 2.200,00 – foto PC

Os dois homens, Cristiano da Silva Branco Liberal, de 33 anos, e o pai dele Joel Branco Liberal, de 59 anos, foram presos em uma casa na Rua Miguel Marques Pereira, 155, no bairro Jardim Formosa, zona leste da cidade.

Com os dois foram encontrados invólucros plásticos e envelopes bancários para a remessa e entrega do abortivo da marca cytotec. Eram aparatos parecidos com os mesmos apreendidos durante a primeira fase da operação no dia 27 de junho deste ano.

Com a dupla também foram apreendidos 26 cartelas do medicamento Cytotec, que é o princípio ativo é o Misoprostol, substância constante na lista da Portaria 344/ 1998, da Agência de Vigilância Sanitária – ANVISA.

Os investigadores também encontraram 3 comprimidos intactos do mesmo medicamento, sendo dois lacrados na cartela e um desprendido.

Além do material e medicamento, também foram apreendidos R$ 2.200,00 e 2 celulares.

Após o cumprimento do mandado os dois foram ouvidos e levados para o presídio local.

Anjos da morte: Entenda o caso

No dia 27 de junho a Polícia Civil prendeu Antônio Carlos dos Santos, de 47 anos, após investigações sobre a venda de medicamento abortivo, anunciada na internet. As investigações iniciaram depois que o setor de inteligência detectou indícios de tráfico durante monitoramento na internet. Os investigadores descobriram que dos Santos oferecia o medicamento em um site de compras naturalmente, como se fosse um produto qualquer. As mulheres interessadas acessavam o anúncio e faziam o contato via whatssap.

Pelas conversas identificadas no celular do suspeito, a Polícia Civil descobriu que dos Santos agia há pelo menos um ano e meio e tinha clientes em 20 cidades no Estado de São Paulo, principalmente em Campinas, Rio de Janeiro e também em Belo Horizonte.

O suspeito enviava o medicamento para as clientes via correio em envelope bancário e discriminava o produto com pen drive. Cada comprimido era vendido por R$ 100,00 e eram necessários 4 ao todo para que o aborto fosse eficaz. Dos Santos contou aos investigadores que o medicamento vinha do Paraguai.

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