Prefeitura anuncia demolição de parte do monotrilho

Poços de Caldas (MG) – Parte da estrutura do monotrilho de Poços de Caldas deverá ser demolida até dezembro de 2028. A informação foi divulgada pelo secretário municipal de Planejamento, Ércules Tassinari durante a audiência pública realizada na tarde desta quarta-feira, 16, na Câmara Municipal.
O encontro teve como tema “Cenário técnico, urbanístico, estrutural e as perspectivas futuras do Monotrilho de Poços de Caldas” foi proposto por meio de requerimento do vereador Lucas Arruda e tinha como objetivo debater o futuro do monotrilho, considerado um “Elefante Branco “ na área central e parte da zona oeste da cidade.
Tassinari informou que a demolição de parte do empreendimento faz parte um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público.
O trecho a ser demolido compreende o trajeto que vai da plataforma de embarque no Terminal de Linhas Urbanas até o início da Avenida João Pinheiro, nas proximidades do Museu Histórico e Geográfico.
Ainda segundo o secretário de Planejamento já foi feito um diagnóstico para a demolição, que agora aguarda pelo processo de licitação para a execução do serviço.
Elefante Branco
O monotrilho começou a ser construído ainda na década de 80, com a previsão de um percurso de 30 km, porém apenas 8 foram entregues, no trecho que liga o Terminal de Linhas Urbanas, no centro da cidade, ao Terminal Rodoviário na zona oeste.
Criado para ser um meio de transporte alternativo e também turístico, o monotrilho foi entregue ao Município 19 anos depois da construção aprovada.
O empreendimento funcionou poucas vezes para testes, que foram marcados por incidentes. Em setembro de 2000, o monotrilho descarrilou em uma curva e 19 passageiros ficaram presos e foram resgatados pelo Corpo de Bombeiros.
Em 2003 duas pilastras e parte da estrutura caíram no rio próximo à ponte que liga o bairro Country Club II na zona oeste. Em Janeiro de 2019, os representantes da empresa J. Ferreira, que tinha concessão de 50 anos, desistiram do contrato e devolveram a concessão do monotrilho para o Município.
Durante uma audiência de instrução e julgamento, a empresa abriu mão de indenizações ou ressarcimento pelos investimentos realizados desde 1981 quando o contrato foi assinado.
Com a decisão, toda estrutura que compreende o monotrilho passa a ser de responsabilidade da Prefeitura.
Em 2023, a Prefeitura iniciou um processo de limpeza e revitalização da estrutura do monotrilho e este ano, após uma determinação do Ministério Público, os acessos para as plataformas de embarque e desembarque foram fechados com paredes de tijolos para impedir que moradores em situação de rua e usuários de drogas ocupassem os espaços.





