Réu acusado de homicídio é absolvido pelo júri

Poços de Caldas (MG) – O réu, Érick Henrique Luiz da Silva, acusado de matar Raphael Nardoni Cândido foi absolvido pelos jurados durante o julgamento realizado nesta terça-feira, 31, no Fórum de Poços de Caldas.
O julgamento, que começou às 8h30 da manhã terminou oito horas depois com absolvição do réu com 4 votos a 3 para negativa de autoria.
O julgamento foi presidido pelo titular da 1ª Vara Criminal e Execuções Penais, juiz José Henrique Mallmann. A acusação apresentada pelo promotor Wagner Iemini, do Ministério Público de Minas Gerais.
O réu foi defendido pelos advogados Caike Mateus Pereira e Gabriel Felipe Carvalho Silva.
Outros dois acusados de ter matado Ratinho, como a vítima era conhecida, Jefferson Adriano Martins e Paulo Otávio Ramos tiveram o processo desmembrado e serão julgados separadamente.
O crime
Raphael Nardoni Cândido, de 33 anos foi encontrado morto na manhã do dia 22 de julho de 2024 na casa em que morava no bairro São Sebastião, na zona sul de Poços de Caldas. A vítima foi encontrada por familiares com ferimento na cabeça e sinais de estrangulamento.
Ratinho foi encontrado morto pelo pai depois de retornar uma fazenda, onde passou o fim de semana.
O aposentado contou aos policiais se deparou com o filho deitado de costas, com a cabeça em uma poça de sangue e chamou a PM.
Os policiais foram até a casa na Rua Joaquim Guimarães, 75, e constataram que o lençol e travesseiro estavam sujos de sangue sobre a cama de solteiro. Também havia manchas de sangue pela cozinha e o local foi isolado.
A perícia técnica foi chamada e concluiu que devido a rigidez do corpo, a vítima havia sido morta há pelo menos 24 horas antes de ter sido encontrada pelo pai.
A vítima apresentava um afundamento no crânio do lado direito, sangramento nos ouvidos e ainda havia sinais de estrangulamento.
O pai contou que o filho havia brigado com um primo no sábado, 20, e depois a vítima teria ido até a fazenda onde o pai estava para pedir dinheiro emprestado, sendo a última vez que viu o filho com vida.
Os policiais realizaram um rastreamento à procura do primo, porém ele não foi encontrado.
Após o início das investigações pela Polícia Civil, três homens suspeitos de matar Ratinho foram presos durante o cumprimento de mandado de prisão.
Após analisar imagens de câmeras de segurança, a Polícia Civil constatou que os suspeitos participavam de um churrasco em uma casa vizinha da vítima e pularam o muro para cometer o crime e em seguida retornaram para o churrasco.
Além das imagens, a Polícia Civil também ouviu testemunhas que também estavam no churrasco e presenciaram o momento que os suspeitos foram até o imóvel vizinho.
Além disso, durante a investigação foi localizada uma bolsa suja de sangue e com DNA que tinha sido guardada.





