Tenente da PM, vítima de acidente aéreo cumpriu uma da últimas missões em Poços de Caldas

Poços de Caldas (MG) – A tenente Alice Almeida, de 34 anos, uma das vítimas do acidente aéreo com o avião da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) na última sexta-feira, 9, cumpriu uma das últimas missões em Poços de Caldas. A tenente veio até a cidade na quinta-feira, dia 8, para realizar o transporte de órgãos após uma doação feita pela família de uma doadora. A equipe do GEPMOR fez a escolta do órgão até o aeroporto municipal.
Natural de Governador Valadares, a tenente havia autuado por dois anos na 6ª Base Regional de Aviação do Estado, em Poços de Caldas como coordenadora policial de aeronaves. A tenente tinha mais de 300 horas de voo
Tenente Alice Almeida, a tenente Gabriela Emília Soares Resende, de 35 anos e o tenente-coronel Luis Fernando Silvestre, de 49 anos estavam no avião Pégasus 17 da Polícia Militar de Minas Gerais que caiu nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço, em Santana do Paraíso.
De acordo com a PMMG, a tripulação realizava um voo de recheque de habilitação, procedimento de rotina, que avalia as condições operacionais dos pilotos e a manutenção de suas habilitações.
O Pégasus 17, que estava com a manutenção em dia e documentação regular, era utilizada em missões policiais, inclusive o transporte de órgãos para transplantes em Minas Gerais.
A causa do acidente será investigada pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
A tenente Gabriela era natural de Belo Horizonte e foi a primeira mulher na PMMG habilitada a pilotar aeronaves de asa fixa, em 2023.
A tenente ingressou na PMMG em 2017 e foi declarada oficial em 2019. Atuou como comandante de setor no 34º Batalhão e no Comando Tático Móvel, no 41º Batalhão, em Belo Horizonte, antes de se tornar pilota no Comave. A piloto tinha mais de 300 horas de voo e havia retornado da licença-maternidade recentemente. Aos 35 anos, ela deixou o marido e dois filhos pequenos.
O tenente-coronel Silvestre, que pilotava a aeronave no momento do acidente, tinha mais de cinco mil horas de voo e era o instrutor mais capacitado da corporação.
O militar comandava o esquadrão de aviões do Comando de Aviação do Estado (Comave) e estava na polícia havia mais de duas décadas. Natural de Belo Horizonte, ele tinha 49 anos e deixou a esposa e três filhos.
No sábado, 10, a Polícia Militar de Minas Gerais prestou uma homenagem aos militares com um sirenaço em todo Estado.
Os corpos das vítimas foram sepultados neste domingo. O governador de Minas, Mateus Simões (PSD) decretou luto oficial por três dias.





