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Polícia Militar registra 158 casos de desaparecimento na região

Um levantamento feito pelo 29º Batalhão de Polícia Militar de Poços de Caldas aponta que, até o mês de julho, foram registrados na unidade 158 casos de pessoas desaparecidas nas 11 cidades abrangidas pela unidade. Em Poços de Caldas, o maior município da região, foram registrados 108 casos nos 7 primeiros meses do ano, contra 200 ao longo de todo 2017. No ano passado, nas 11 cidades de abrangência do batalhão foram 253 pessoas desaparecidas.

Até o momento foram 108 desaparecimentos registrados em Poços – foto reprodução/ilustração

De acordo com a PM, o perfil dos desaparecidos vai desde adolescentes a pessoas idosas. Muitos casos estão relacionados a problemas familiares, envolvimento com drogas ou problemas de saúde, no caso dos mais idosos.

Alguns desaparecimentos terminam com final feliz, como foi o caso mais recente, de um estudante do Colégio Polivalente, de 14 anos, que não voltou para casa depois de “matar aula”, com medo da reação dos pais. Ele passou a noite em uma capela dentro do Country Club e foi encontrado no dia seguinte pela Guarda Civil Municipal, no Parque Antônio Molinari.

Já outros casos acabam tendo o desfecho que as famílias mais temem em situações de desaparecimento. Foi o que aconteceu com o aposentado Domingos Aguiar, de 88 anos, que havia desaparecido no dia 11 de julho, no Parque das Nações. Uma semana depois que a família registrou o desaparecimento, o corpo dele foi encontrado em um córrego no Jardim Esperança. Segundo familiares, o aposentado sofria de Alzheimer.

Casos na região

Depois de Poços de Caldas, o município dentro da área de abrangência do 29º Batalhão de Polícia Militar que mais registrou casos de desaparecimento foi Andradas, sendo 16 até o momento contra 15 no ano passado. Em Botelhos foram 12, o mesmo número de 2017. Em Bandeira do Sul foram 5 casos, enquanto no ano passado não foi registrado nenhum desaparecimento. Já em Caldas, o número dobrou: foram 4 neste ano. Em Santa Rita de Caldas, foram 6 até o momento, 2 a mais que em 2017. Em Campestre ,o número de casos diminuiu de 12 para 7 em 2018. Já os municípios de Cabo Verde, Divisa Nova, Ibitiúra de Minas e Ipuiúna não registraram nenhum desaparecimento neste ano.

Serviço

Desde 2005 foi criado em Minas Gerais Sistema de Comunicação e Cadastro de Pessoas Desaparecidas, com o objetivo de agilizar e dar mais eficácia aos procedimentos de busca de pessoas que tenham desaparecido no território do Estado.

O Decreto 44.310 de 05 de junho de 2006 regulamentou a Lei nº 15.432/2006 e determinou, dentre outras medidas, que o sistema opere em rede, mediante a implantação de dois programas interligados, sendo o primeiro para registros de desaparecimentos e o segundo para registro de cadáveres não identificados.

Destaca-se, que nos termos da lei, somente serão cadastrados no sistema a pessoa cujo desaparecimento tenha sido registrado perante autoridade policial competente.

No sistema de Registro de Eventos de Defesa Social (REDS) do SIDS foi criado o formulário de registro de desaparecimento / localização de pessoas, que alimenta o cadastro de pessoas desaparecidas do Estado.

A Delegacia Especializada de Pessoas Desaparecidas mantém um telefone para informações (0800 2828197) e o site: http://www.desaparecidos.mg.gov.br/, com a finalidade de ajudar as famílias mineiras a encontrar os seus parentes desaparecidos.

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