Acusado de ter matado cigano na zona sul é preso no Estado de São Paulo

Deve ser apresentado ainda na manhã desta quinta-feira, 23, o homem acusado de ter matado o cigano Marinho Fernandes Ferreira no dia 20 de abril. O suspeito foi preso em parceria com ao Polícia Civil de Guarulhos e a Polícia Civil de Poços de Caldas em Itaquaquecetuba, em São Paulo.

Suspeito foi trazido na manhã de hoje pela equipe da Polícia Civil de Poços – foto Polícia Civil

Álvaro Diego Queiroz estava foragido depois que atropelou a vítima. De acordo com o delegado que preside o inquérito, Cleyson Brene, assim que foi iniciada a investigação a polícia descobriu que o autor havia fugido para Pirapora de Minas junto com o genro dele, Maurilio Caponi, que tinha um mandado de prisão em aberto por tráfico. Foi feito contato com a polícia civil de lá e o autor conseguiu fugir, porém o genro foi preso.

Após a segunda fuga, a equipe de inteligência, por meio de monitoramento da família do acusado descobriu que ele estava escondido em Itaquaquecetuba. Em contato com a policia civil de Guarulhos, a localização do suspeito foi confirmada e nesta quarta-feira, 22, foi realizada a prisão dele. O acusado ainda tentou fugir pelo telhado quando os investigadores chegaram ao imóvel, mas foi detido.

Ainda de acordo com o delegado, o acusado não revelou muita coisa sobre o que teria motivado o crime, porém Brene espera obter mais informações após o depoimento que será coletado ainda esta semana. Queiroz já se encontra no presídio. De acordo com o delegado o trabalho da inteligência foi fundamental para a prisão do suspeito.

Delegado Cleyson Brene e o regional Gustavo Manzoli falaram com a imprensa sobre a prisão do acusado – foto PC

O acusado atropelou a vítima  após uma discussão em um bar no Jardim Kennedy, na zona sul de Poços de Caldas. O motorista fugiu sem prestar socorro.

De acordo com a Polícia Militar, Marinho Fernandes Ferreira, morreu no hospital Margarita Morales momentos depois de dar entrada com ferimentos decorrentes ao atropelamento. Familiares do cigano chegaram a causar tumulto na portaria do hospital e foi preciso ser contidos pela PM.

Segundo a PM os dois homens estavam no “Bar da Vó”, quando começaram a discutir. A vítima empurrou o outro homem para que a briga acabasse. Foi então que o funcionário do posto de combustível entrou no carro dele, um Fiat/Siena prata e foi embora do bar. Momentos depois ele retornou em alta velocidade atropelou a vítima que estava na rua.

Após o atropelamento o autor fugiu. O carro foi localizado horas depois abandonado em uma Rua no Jardim Esperança, também na zona sul da cidade, com o para-brisa quebrado.

Inconformados com a morte do cigano, no dia seguinte, familiares da vítima tentaram colocar fogo no bar em que a briga começou e foram contidos novamente pela PM.

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