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Casarão do Conde Prates passa por nova vistoria

Um perito da Polícia Civil de Belo Horizonte, que está na cidade para ajudar nas investigações sobre a queda da cabine do teleférico, também realizou na manhã desta terça-feira, 10, uma nova vistoria no Casarão do Conde Prates.

Perito de BH realizou nova vistoria pela manhã – foto Poçoscom.com/Roni Bispo

O perito foi acompanhado por representantes da construtora que é proprietária do imóvel e que elaborou um projeto para a construção de um hotel no terreno anexo ao casarão.

A nova vistoria vai ajudar na apuração sobre a causa do incêndio, ocorrido há 14 dias e que destruiu parte do casarão histórico, construído em 1886.

O casarão pegou fogo na madrugada do dia 26 de agosto, comprometendo boa parte do telhado e parte do segundo piso em madeira e escada. O combate contou com a participação de 12 bombeiros e foram necessários 72 mil litros de água para conter as chamas.

A princípio, a hipótese de um curto circuito foi descartada, pois desde o ano passado, a pedido do Ministério Público, a rede elétrica estava desligada.

Em março deste ano, o atual proprietário do imóvel, Ronaldo Garcia, encaminhou um ofício ao Ministério Público, apresentando as medidas de segurança adotadas para a preservação do Chalé dos Prates, conforme determinação da Promotoria do Patrimônio Histórico. No documento, o proprietário informa ainda que foi contratado um seguro contra incêndio, no valor de R$ 2 milhões, além de ter protocolado junto à Secretaria Municipal de Planejamento, um projeto de restauração e recuperação do sobrado.

O projeto elaborado pela construtora prevê a construção de um hotel no terreno que abriga o casarão e ainda a revitalização do espaço no entorno do chalé. O imóvel antigo foi incluído no projeto e seria transformado em um restaurante e aberto para visitação.

No dia seguinte ao incêndio, uma equipe do Corpo de Bombeiros esteve novamente no interior do casarão e após uma nova vistoria ficou constatado que parte da estrutura estava comprometida, uma vez que alguns pilares e colunas eram de madeira e foram atingidos pelas chamas.

O inquérito que apura a causa do incêndio ainda está em andamento.

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