Em prol da Educação: manifestantes saem às ruas contra bloqueio de recursos

Centenas de estudantes, professores, servidores e sindicalistas saíram às ruas centrais de Poços de Caldas na tarde desta quarta-feira, 15, para protestar contra o bloqueio de recursos nas instituições federais do País, conforme anúncio feito pelo Ministério da Educação.

Manifestantes lotaram as ruas centrais em prol da Educação

Ao longo do dia representantes do Instituto Federal do Sul de Minas – Campus Poços de Caldas e também do Campus da Unifal realizaram uma exposição sobre os trabalhos e projetos desenvolvidos pelas instituições na cidade e região para que a população tomasse conhecimento da importância das unidades no município e como a falta dos recursos projetados no orçamento de 2019 vai impactar na continuidade e manutenção destas ações.

De forma pacífica os manifestantes se reuniram no coreto da Praça Pedro Sanches e de lá ganharam as ruas do centro, passando pela Assis, Rio Grande do Sul e retornando para a Pedro Sanches. A Guarda Civil Municipal estima que 1 mil pessoas participaram do ato em Poços de Caldas.

O contingenciamento de cerca de 30% no orçamento anual das universidades federais e institutos federais vai causar grande impacto tanto na comunidade acadêmica quanto na sociedade de forma geral por conta dos serviços prestados que serão afetados com a falta de dinheiro.

No caso da Unifal por exemplo, instituição com 105 anos de fundação e 14 como universidade, para manter as contas e após o anúncio do bloqueio, a universidade suspendeu e reduziu compras de materiais essenciais para o pleno funcionamento. Foi necessária a redução de bolsas e auxílios aos estudantes em vulnerabilidade socioeconômica, além da diminuição dos investimentos em ações de atendimentos à comunidade e ainda a demissão de terceirizados.

O bloqueio anunciado pelo MEC afetará principalmente os serviços prestados pela universidade como por exemplo o atendimento gratuito nas clínicas de odontologia, fisioterapia e especialidades médicas enfrentarão mais dificuldades no atendimento à saúde pública. O impacto em despesas como água, luz e materiais para as aulas coloca em risco a manutenção e a continuidade das atividades fins da universidade: Ensino, Pesquisa e Extensão no caso do Campus de Poços de Caldas.

Já no Instituto Federal do Sul de Minas o bloqueio de recursos representa o corte de R$ 16 milhões do orçamento previsto para 2019. Segundo estudos da Pró-Reitoria de Administração do IFSULDEMINAS, o bloqueio imposto pelo Governo, descontado o valor do Auxílio Estudantil, representa um contingenciamento de 39,86% do orçamento institucional de funcionamento, quase dez por cento acima do valor inicialmente anunciado.

Sem os recursos não será possível arcar integralmente com as despesas de alimentação dos estudantes, manutenção dos alojamentos, pagamento de água e energia elétrica e a compra de ração para os animais das escolas-fazenda, por exemplo. Há também o risco de interrupção nos contratos de prestação de serviço com limpeza e segurança, medida que pode causar a demissão de terceirizados.

O IFSULDEMINAS atende a mais de 50 municípios do Estado, contando com quase 27 mil alunos, divididos em 263 cursos técnicos, superiores, de especialização, mestrado, FIC e diversos tipos de capacitação profissional. Há mais de 100 anos, o Instituto Federal do Sul de Minas (antiga Escola Agrotécnica Federal de Inconfidentes, Machado e Muzambinho) transforma a história de milhares de pessoas, de várias partes do país. Hoje, também está presente nas cidades de Carmo de Minas, Passos, Pouso Alegre, Poços de Caldas e Três Corações. Mais de 50% dos cursos são destinados ao ensino técnico profissionalizante, cumprindo todas as exigências legais.

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