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Erro geográfico “coloca” Cabo Verde(MG) na Copa 2026

empresário cabo-verdiano em fan fest da copa em Dallas
O erro foi percebido pelo empresário cabo-verdiano em uma Fan Fest da Copa – foto acervo Antônio Pedro Rocha Sousa

Cabo Verde (MG) – A pequena e pacata Cabo Verde (MG), localizada a 57 quilômetros de Poços de Caldas, teve o nome viralizado nas redes sociais e veículos de comunicação esta semana, depois de uma gafe da FIFA, que por um erro geográfico colocou a cidade do Sul de Minas, entre os países que disputam a Copa do Mundo 2026.

O erro foi percebido por um empresário cabo-verdiano, Antônio Pedro Rocha Sousa, de 30 anos durante uma visita ao Fan Festival da Copa, em Dallas, nos Estados Unidos. O empresário fazia fotos para registrar a viagem, quando notou o erro.

O país africano Cabo Verde, que disputa o mundial aparece em um mapa com os demais países participantes da competição. O problema é a localização de Cabo Verde, que aparece justamente em Minas Gerais, a cerca de 6 mil quilômetros da costa africana.

Decepcionado com o erro, o empresário gravou um vídeo com intensão de chamar atenção dos organizadores do mundial e corrigir a falha.


O vídeo postado nas redes sociais alcançou mais de 2 milhões de visualizações, colocando a nossa Cabo Verde no radar dos torcedores africanos e brasileiros, que não sabia da existência do município sul mineiro.

Cabo Verde de Minas Gerais

De acordo com o Portal da Prefeitura de Cabo Verde,  município é um dos mais antigos do Sul de Minas. O município foi fundado em 5 de agosto de 1762 (Arraial de Nossa Senhora do Assunção de Cabo Verde) pelo português Veríssimo João de Carvalho, natural da cidade de Ribeira do Pena, Freguesia de São Salvador Portugal, motivada pela atração do ouro existente na região.

A emancipação político-administrativa se deu em 30 de outubro de 1866. O nome Cabo Verde advém de duas lendas: a primeira é a de um cabo de enxada deixado pelos garimpeiros à beira do Ribeirão Assunção. Passados alguns dias ele brotou.

Daí a exclamação: “Cabo Verde!!!”. A segunda lenda é atribuída ao grande número de pedras verdes encontradas aqui pelos portugueses, as quais se assemelhavam às das Ilhas de Cabo Verde, na África.

Os Pretos Cabo Verde

À notícia da descoberta do ouro, em toda a extensão do sul das “Minas dos Cataguases” (antigo nome das Minas Gerais), negros, mestiços e emboabas invadiram todos os córregos e rios à leste e oeste do Sapucaí, a partir da primeira década do século XVIII.

A maioria dos negros e mestiços era constituída de escravos foragidos das minerações do leste: Mariana, São João Del Rey, São José Del Rey (Tiradentes), Pitanghy, Baependy, Aiuruoca, Serro e até da Bahia e do Rio de Janeiro.

Chegavam à região a oeste do sapucay, subindo os rios e, em seguida, enveredando pelas grotas, chegando aos pequenos afluentes, os riachos e córregos, qualhados de ouro de aluvião, até atingirem as suas nascentes em grotas aos pés das serras. “Buscando as catas mais altas”, onde o rico metal reluzia, bateavam com extrema facilidade. Preferiam permanecer incógnitos ao longo das margens dos riachos, escondidos nas matas, para não atrair a presença de outros faiscadores e ficar longe dos caminhos oficiais, onde era cobrado o quinhão da coroa.

Foi o que aconteceu com o “Negro Indígena”, chamado “Preto Cabo-Verde” que veio para o Sul de Minas Gerais, proveniente da Bahia. Certamente a região, o rio e o povoado onde habitavam ficaram conhecidos e herdaram o nome dos “Pretos” ou “Negros Cabo-Verde”, um dos primeiros moradores. Eram negros de cor bem escura e de cabelos lisos.

As comprovações documentais de suas presenças, na região, estão nos livros da paróquia de Cabo Verde, em assentos de casamentos de 1780, dezoito anos após a chegada do fundador do arraial, Veríssimo João de Carvalho, vindo de sua fazenda da “Gineta”, no Ouro Fino.

O documento encontrado mostra o casamento de filhos de “Pretos Cabo-Verde” que vieram da Bahia através de Ibituruna, próxima a São João Del Rey, às margens do Rio das Mortes. (Fonte Prefeitura de Cabo Verde)

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