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Não houve crime na morte da farmacêutica desaparecida, aponta investigação da Polícia Civil

Delegado Marcos Pimenta, chefe do 18º departamento de Polícia Civil de Poços de Caldas
Delegado Marcos Pimenta, chefe do 18º Departamento de Polícia Civil de Poços de Caldas – foto Roni Bispo

Poços de Caldas (MG) – A Polícia Civil descartou a existência de um possível crime como causa da morte da farmacêutica Regina Helena Vieira de Souza Marques, de 74 anos, que havia desaparecido na zona rural de Campestre.


Nesta terça-feira, 28, o chefe do Departamento de Polícia Civil de Poços de Caldas, delegado Marcos Pimenta,  falou com a imprensa e informou que a morte da farmacêutica pode estar relacionada a uma possível demência, como consequência de um edema cerebral causado por um trauma após um acidente de carro ocorrido no dia 2 de abril, em Alfenas, 15 dias antes do desaparecimento.

O delegado contou ao Jornalismo do Poçoscom.com, que  durante as investigações foi realizada uma força-tarefa entre equipes da Polícia Civil de Campestre, Poços de Caldas, Alfenas e da Polícia Civil do Estado de São Paulo para que o caso fosse elucidado.

Durante as investigações foram analisadas imagens de câmeras de segurança de estabelecimentos comerciais e de radares das rodovias por onde a farmacêutica passou durante o trajeto entre São Paulo, Águas da Prata-SP, até o radar na BR 267 no trevo de Campestre.


Os investigadores concluíram que desde a saída da farmacêutica do prédio, onde morava em São Paulo, a vítima esteve o tempo todo sozinha, descartando a possibilidade de que uma segunda pessoa poderia estar com ela.

Ainda durante as investigações, a Polícia Civil apurou que durante uma das viagens para a região, a farmacêutica se envolveu em um acidente de trânsito no dia 2 de abril, colidindo forte na traseira de outro carro e bateu com a cabeça.

carro da farmacêutica desaparecida após acidente no dia 2 de abril em Alfenas
As investigações apuraram que a farmacêutica se envolveu em um acidente de trânsito 15 dias antes do desaparecimento – foto Polícia Civil

De acordo com o delegado, os familiares informaram que a farmacêutica não procurou por um auxílio médico e retornou para a fazenda dizendo que estava tudo bem. Porém o trauma não foi tratado e teria se agravado com o passar dos dias, quando a vítima começou a dar sinais de demência. “Até o momento o laudo pericial, exames necroscópicos realizados pelo médico legista do Instituto Médico Legal de Poços de Caldas constataram que não houve registro de indícios de morte causada por violência. As equipes conversaram com os seguranças do prédio onde a vítima morava, e contaram que no dia em que saiu de viagem, não conseguia abrir o portão da garagem, que seria algo rotineiro e simples de fazer. Acreditamos que ao passar por Campestre ela pode ter confundido o trajeto e entrou na zona rural e não conseguiu manobrar o carro, que foi parar numa estrada no meio de uma lavoura de café. Ela trancou o carro com alguns pertences e saiu com a bolsa para procurar ajuda e pode ter fica desorientada e acabou se perdendo,” relatou o delegado.

Ainda segundo o chefe do 18º Departamento de Polícia Civil, a vítima foi até um córrego, a 100 metros de distância do local onde o carro foi encontrado e acabou morrendo. O exame de necropsia apontou, que a morte pode ter ocorrido 48 horas antes do corpo ter sido encontrado, ou seja entre a madrugada de domingo, dia 19 e a noite de sábado, dia 18, quando o carro foi localizado. “ O médico legista não evidenciou sequer uma lesão que pudesse caracterizar uma morte violência, um homicídio, suicídio, uma lesão provocada por violência sexual, uma vez que o corpo foi encontrado apenas com roupas íntimas. Acreditamos, que pela situação de demência e desorientada, a vítima tenha tirado a própria roupa. Mesmo assim enviamos o material colido ao Instituto de Criminalística de Belo Horizonte para que fosse realizado o exame toxicológico tanto no sangue quanto no estômago da vítima que deu negativo, ou seja, descartando qualquer hipótese de envenenamento e tampouco de suicídio, portanto não houve crime.”, explicou o chefe do 18º Departamento de Polícia Civil.

Mesmo assim antes de encerrar o inquérito policial, o delegado vai aguardar pelo resultado do exame anatomopatológico do material enviado ao Instituto Médico Legal em Belo Horizonte, para verificar se é possível apontar a causa da morte como traumatismo craniano.

Desaparecimento

A farmacêutica Regina Helena Vieira de Souza Marques desapareceu na sexta-feira, 17 de abril,  quando seguia de São Paulo para Alfenas, viagem que a vítima estava acostumada a fazer de 15 em 15 dias. A família perdeu o contato com a farmacêutica, que não chegou em casa e a polícia foi acionada.

Carro da farmacêutica desaparecida flagrado pelo radar da br 267
O carro da farmacêutica foi flagrado pelo radar da BR 267, em Campestre momentos antes dela desaparecer na zona rural – foto Polícia Civil

O carro da vítima foi encontrado no fim da tarde de sábado, 18, em uma estrada vicinal em uma lavoura de café, na zona rural de Campestre. O veículo estava trancado e com alguns pertences da vítima dentro.

As equipes do Corpo de Bombeiros iniciaram as buscas nas proximidades do local onde o carro foi encontrado.

Na tarde de terça-feira, 21, após as buscas terem sido retomadas, os bombeiros localizaram o corpo da vítima  próximo a um córrego a 100 metros de onde o carro estava.

O corpo da vítima foi sepultado no dia seguinte no  Cemitério Municipal de Alfenas.

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