Operação Moçambique: Bombeiros de Minas Gerais leva ajuda humanitária às comunidades afetadas pelo ciclone

No 5ºdia de operação no Continente Africano, o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais divulgou hoje um balanço das ações humanitárias que vêm sendo realizadas nas comunidades e distritos no entorno da cidade de Beira, localizada no sudoeste de Moçambique, após ser devastada pelo ciclone tropical Idai, no último dia 14 de março.

Presença dos bombeiros de Minas tem dado um alento às vítimas do ciclone – foto Corpo de Bombeiros

A missão dos bombeiros consiste em ajudar às vitimas com a construção de acampamentos com barracas para os desabrigados e ainda desobstruir os acessos às comunidades que ficaram isoladas desde o dia do ciclone.

Os relatos dos militares demonstram a dificuldade enfrentada pelo povo moçambicano, justamente por conta da limitação dos recursos.

Os militares relatam que em determinadas localidades os moçambicanos estão cortando árvore com pedra lascada, pois não têm ferramentas como moto serra e nem talha para liberar a passagem.

A abertura de vias possibilita que pessoas doentes saiam dos municípios devastados para se dirigirem às cidades pólo, como é o caso de Beira, para que tenham um atendimento médico adequado.

Os bombeiros têm feito sobrevôo com helicóptero na área afetada com os prefeitos das cidades para o reconhecimento aéreo e analisar as condições para construir pontes improvisadas que permitam a passagem de veículos leves para o transporte de mantimentos e medicamentos.

O relato do capitão Kléber Castro, descreve a situação precária em que as vítimas do ciclone estão vivendo, principalmente as crianças que muitas vezes não tem o que comer. “Uma barra de proteína e água pura são um alento para os afetados pelo desastre,” revela o capitão do Corpo de Bombeiros.

Para esta sexta-feira, a previsão das atividades é a montagem de mais tendas, além da desobstrução de vias e transporte de mantimentos. São tarefas cruciais na promoção das ações de Defesa Civil, em cumprimento à lei nacional 12.608/12, reforçando o compromisso do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais em diminuir o sofrimento das pessoas.

O ciclone também atingiu os países vizinhos Zimbábue e do Malaui, causando mais de 600 mortes afetando  mais de 195 mil famílias.

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