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Polícia Civil investiga invasão dos sistemas da EXP Parking, que resultou em vazamento de dados

A invasão dos sistemas da empresa tem mobilizado também o Procon, Demutran e a Câmara Municipal – foto divulgação EXP Parking

Poços de Caldas (MG) – A Polícia Civil de Poços de Caldas informou ao Jornalismo do Poçosco.com que foi instaurado um inquérito policial para investigar o ataque cibernético, que atingiu os sistemas da concessionária EXP Parking, responsável pela operação do estacionamento rotativo na cidade, a Zona Azul.

De acordo com a Polícia Civil, a apuração busca identificar os autores da invasão, verificar a extensão do comprometimento de dados de usuários e apurar eventual relação entre o incidente e registros de fraudes comunicados à Polícia Civil. As investigações seguem em andamento.

O vazamento de dados dos clientes da EXP Parking tem resultado em ações no Executivo e também no Câmara Municipal, em que os vereadores que já haviam se manifestado anteriormente, questionando a qualidade da prestação de serviço pela concessionária, inclusive com aprovação de um Projeto de Decreto Legislativo em outubro de 2024, de autoria do vereador Flávio Togni Lima e Silva (MDB) , que suspendeu a cobrança da Zona Azul por alguns dias.

Na  semana passada, os vereadores Aliff Jimenes (PL), Marcos Sansão (PL) e Ricardo Sabino (PL) protocolaram uma representação junto ao Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG) solicitando a apuração da notícia de um suposto vazamento de dados de clientes da concessionária.


Os parlamentares foram recebidos pelo promotor de Justiça Glaucir Antunes Modesto, a quem apresentaram as informações divulgadas pela empresa e manifestaram preocupação com o caso.

Segundo um comunicado enviado aos usuários, a EXP alega que foi identificada uma falha na segurança digital, que pode afetar os dados dos clientes, comprometendo informações como nomes, CPFs e números de cartões de crédito.

De acordo com a bancada, “a situação exige apuração rigorosa, considerando os potenciais impactos à privacidade e à segurança dos cidadãos que utilizam o serviço.” A medida tem como objetivo oficializar o acompanhamento do MPMG ao caso, averiguando as circunstâncias do ocorrido e, caso sejam constatadas irregularidades, adotar as medidas cabíveis.

Os vereadores também destacam que “faz parte das atribuições do Poder Legislativo a fiscalização dos serviços que afetam diretamente à população” e “reafirmam seu compromisso com a defesa dos direitos dos cidadãos, especialmente no que diz respeito à proteção de dados pessoais”.

Aliff, Sansão e Ricardo salientam que vão continuar acompanhando o andamento do caso, exigindo a transparência necessária, bem como esclarecimentos por parte dos responsáveis, além da devida responsabilização, caso sejam encontradas falhas ou violações à lei.

Procedimento Administrativo e notificação

Além da Câmara Municipal o Procon Municipal também instaurou um procedimento administrativo  para investigar o incidente, verificar o cumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e do Código de Defesa do Consumidor, além de adotar medidas cautelares para a proteção dos usuários.

E ainda a Secretaria Municipal de Segurança Pública e Mobilidade, por meio do Departamento Municipal de Trânsito (Demutran) notificou a concessionária exigindo informações sobre o incidente e as providências adotadas.

Em fevereiro deste ano a empresa, que administra o estacionamento rotativo na cidade desde 2016,  teve o contrato de concessão prorrogado por mais 5 anos com vencimento previsto para fevereiro de 2031.

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