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Secretária de Educação pede exoneração após adesão do município ao modelo de Escola Cívico-Militar

A secretária municipal de Educação de Poços de Caldas, Flávia Vivaldi, comunicou no final da manhã desta segunda-feira, 14, seu pedido de exoneração do cargo. A decisão foi tomada após a adesão do município ao modelo das escolas cívico-militares proposto pelo Governo Federal, anunciada pelo prefeito Sérgio Azevedo nas redes sociais na noite da última sexta-feira, 11 de outubro, último dia para que o município manifestasse interesse junto ao Ministério da Educação. Além da secretária, a equipe comandada por ela também pediu exoneração.

Secretária pediu exoneração na manhã desta segunda-feira Foto: Daniel Aroni Alves – Ascom/IFSULDEMINAS

A adesão contrapõe o projeto que vem sendo desenvolvido na Rede Municipal de Ensino, que visa à convivência ética nas unidades escolares municipais.

Desde 2017, a Secretaria Municipal de Educação vem trabalhando com a questão da convivência ética nas escolas. Em agosto, com a publicação do Documento Municipal “Diretrizes para Elaboração dos Currículos Escolares”, Poços de Caldas passou a ser o primeiro município do país a contar com o Plano de Convivência Ética nas escolas como política pública de educação.


Para reforçar a importância do projeto, em setembro Poços de Caldas foi sede do Seminário de Convivência Ética nas Escolas, que reuniu no Espaço Cultural da Urca os maiores especialistas da área.


Na semana passada, a adesão mobilizou o setor político, com aprovação de uma moção de apelo ao prefeito para que a cidade aderisse à proposta na terça-feira, 8. No mesmo dia, um grupo favorável à implantação se reuniu com o prefeito no gabinete dele.

Ainda na quinta-feira, 10, um dia antes do prazo final para adesão, foi distribuída uma carta aberta à comunidade, por diversas entidades educacionais contrárias à proposta, assinada conjuntamente pelo Coletivo Educação, Coletivo Pólis, Projeto Andorinha, Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Poços de Caldas (SINDSERV), DCE da PUCMinas campus Poços de Caldas, Coletivo Marielle Franco, Coletivo Feminista Jaçanã Musa dos Santos, Marcha Mundial das Mulheres, Coletivo Negro de Poços de Caldas, Educafro, Mulheres pela Democracia e pelo Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (SINPRO).

A Em nota emitida no início da noite, a secretária esclareceu a decisão de deixar o cargo. “Na última sexta-feira, o prefeito Sérgio Azevedo manifestou a adesão do município de Poços de Caldas ao programa de escola cívico-militar proposto pelo Governo Federal. A educação pública democrática que defendemos desde o início do nosso trabalho frente à SME não dialoga com esse tipo de programa e, desta forma, comunicamos nosso desligamento da pasta”, divulgou Flávia.

5 comentários em “Secretária de Educação pede exoneração após adesão do município ao modelo de Escola Cívico-Militar

  • 15 de outubro de 2019 em 10:53
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    O colapso da educação esta aí explicado, na incapacidade dos “profissionais” em criar uma educação eficaz, e quando outro o propõe, são incapazes de absorver, de ao menos experimentar, e fogem. A princípio, não existe escola ou modelo ruim, ruim é presídio, e que em muitos ainda há atividade educacional. A impressão absurda e equivocada esquerdista que querem deixar é que todas as escolas serão um quartel. Para com isso, sequer sabem se o Município será contemplado, e se for é apenas uma unidade. Será que esses educadores nunca ouviram falar no consagrado COLÉGIO TIRADENTES, fala sério. Quer saber, ainda bem que pediu exoneração, assim não prolonga ainda mais o que é ruim e abre espaço pra quem quer fazer. Amanhã suas gerações estudarão nessas escolas.

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    • 20 de outubro de 2019 em 00:12
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      Sendo escola Tiradentes ou nao teras que aprender sobre a diversidade e as diferencas. Alias coisa que tal colegio Tirandentes nao previlegia ? . Sendo assim aula de Sociologia aos pequenos soldadinhos para nao ficarem com a cabecinha fechada e limitada como a escola sem partido. Aprenderás alguma coisa com o povo e com cultura. Melhore a qualidade do ensino com dialogo, diversidade e ciencia. NAO com continencia ao autoritarismo e desinformacao.

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  • 15 de outubro de 2019 em 20:36
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    Só dá este tipo de opinião qu3m não sabe nada sobre escola e educação. Ao inves de impor um modelo militar deviam investir em infra-estrutura e melhorias no salários dos professores, tornando a profissão atraente no mercado outra vez. Queria lembrar que escolas militares formam soldados e a escola qu3 eu penso forma cidadãos.

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  • 15 de outubro de 2019 em 23:21
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    Só pela lista de coletivos e sindicatos que assinaram a tal carta aberta e depois pularam fora, dá para perceber que a Secretaria de Educação estava dominada, ganhou o município!

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  • 20 de outubro de 2019 em 00:17
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    A cidade perdeu feio…..sem ciencia e conhecimento verdadeiro. Nao se educa limitando a reflexao e o pensamento critico da sociedade, que mata criancas enquanto um presidente esteril e esterico tenta incluir um filhote a embaixador que nao fala nem sequer o proprio idioma. Perderam e perderao sempre.

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