Vereadores e Sindserv solicitam ponto facultativo ou abono para servidores municipais que participarem de Greve Geral
Os vereadores Maria Cecília Opípari e Paulo Tadeu, ambos do Partido dos Trabalhadores, protocolaram, na tarde desta quinta-feira (27), um ofício direcionado ao prefeito Sérgio Azevedo, solicitando que a Prefeitura de Poços adote ponto facultativo nesta sexta-feira (28) ou abone o ponto dos servidores municipais que desejam aderir à Greve Geral, convocada para esta data.
No ofício, os vereadores alertam para o desmonte do estado brasileiro, por meio da adoção de medidas que prejudicam a classe trabalhadora. 
Paulo Tadeu e Ciça também informaram ao prefeito que o Ministério Público do Trabalho, por meio do Procurador-Geral Ronaldo Curado Fleury, manifestou-se favorável à legalidade da Greve Geral.
No entanto, o empenho dos vereadores e também do Sindicato dos Servidores Municipais, que desde a semana passada vinha negociando o abono do ponto, foi em vão. O ponto não será abonado.
De acordo com a presidente do Sindserv, Marieta Carneiro, o prefeito Sérgio Azevedo disse que por se tratar de uma chamada de greve não poderia decretar ponto facultativo ou abonar o ponto dos servidores, pois teme sofrer penalidades, como uma ação por improbidade administrativa. O Sindicato ainda tenta negociação posterior à Greve Geral, com o objetivo de conseguir o abono ou a reposição.
O coordenador de Imprensa da Secretaria Municipal de Comunicação Social, Paulo Ney, confirmou que o expediente na Prefeitura nesta sexta-feira será normal e o ponto não será abonado. Segundo o coordenador, “o prefeito é favorável à manifestação, mas não acha justo a população pagar por isso, com a paralisação em plena sexta-feira. A manifestação poderia ser feita em outro dia que não comprometesse os serviços para a população”, defendeu.

Se por um lado não vai haver ponto facultativo na Prefeitura, instituições particulares de Ensino no município definiram pela adesão à Greve Geral. A PUC Minas – Campus Poços de Caldas, por exemplo, decidiu, por meio de uma Assembleia Extraordinária na manhã desta quinta-feira, 27, aderir à paralisação nesta sexta-feira. Os alunos também foram convidados a participar.
Representantes de centrais sindicais realizam ações como panfletagem e coleta de assinaturas logo pela manhã, em vários pontos da cidade, como no Terminal de Linhas Urbanas, cruzamento da Assis com Prefeito Chagas e em frente à antiga sede do DME, na rua Pernambuco. A manifestação principal, com a participação de trabalhadores de várias categorias, está prevista para ter início às 15h, com concentração na Praça Pedro Sanches.






“não acha justo a população pagar por isso, com a paralisação em plena sexta-feira”? Desculpa, mas esta argumentacao e bastante fragil diante da complexidade e implicações da Reforma Trabalhista para milhões de brasileiros. A luta e justa, nao podemos permitir esse retrocesso e perdas de DIREITOS.
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