Este site está protegido. Para compartilhar esse conteúdo, por favor utilize as ferramentas de compartilhamento da página.

Poços de Caldas 147 anos – A origem

Em 1841 chega ao Brasil e vem para a região o médico e botânico sueco, Anders Regnell que viu ainda o planalto em estado, praticamente, intocado. Regnell se impressiona com a diversidade e riqueza com as quais o planalto havia se desenvolvido.

Havia fauna, flora além de águas miraculosas. Em uma de suas cartas enviadas ao seu país ele descreve o espetáculo que se descortinava diante de seus olhos e temendo que não acreditassem que aquele “Jardim do Éden brasileiro” existisse no planeta, ele encerra sua carta com a frase: Acreditem; Tudo isto existe mesmo.

Eram nascentes, rios, plantas das mais diversas e várias fontes termais. Pelo primeiro mapa em anexo, uma planta rápida encomendada a Maximiano Brandão, pelo governo imperial em 1865, se tem uma ideia de como tudo era diferente, especialmente os rios que cortavam a área central.

Chega então no final de 1872 a equipe enviada pelo Senador Godóy para executar a desapropriação e encontra a família do sesmeiro já desanimada com as invasões diária por causa das águas medicinais. As porteiras, ou tranqueiras, como eram chamadas de há muito tempo não botavam mais respeito.

Em uma rápida reunião de família, na fazenda barreiro se tomou a decisão de passar oficialmente para o estado a responsabilidade de cuidar da área. Nem foi preciso que a desapropriação se consumasse de fato.

Se efetivou a doação. Toda a área destinada a se abrir ruas, praças, imediações das nascentes, margens dos rios agora pertenciam ao governo. Os terrenos a serem construídas residências continuavam pertencendo aos descendentes do sesmeiro.

Eram grandes lotes representados por planta feita por Carlos Maywald e João Batista Pancini, para serem aforados (vendidos) para quem quisesse construir casas.

Era o embrião do que mais tarde seria a esplêndida cidade que em tal período ainda pertencia a Caldas-MG.

Coronel Agostinho Junqueira

Com a oficialização do lugarejo que se chamava fazenda Curitiba e que passa a ser denominado “Nossa Senhora da Saúde das Águas de Caldas, começam a surgir os sinais das primeiras habitações ainda bem improvisadas, as pessoas mais abastadas que vinham em busca de cura de si mesmas ou de familiares realizavam exaustivas viagens carregadas por carros de bois, em lombo de cavalos ou liteiras carregadas por escravos, mas, aqui chegavam.

Construam ranchos de madeira e permaneciam enquanto durava a expectativa de cura e muitas se consumavam. As noticias corriam pelo país a fora sobre o poder das águas do lugar. Era um tempo em que não se conhecia ainda os antibióticos e as águas medicinas eram a ultima esperança dos enfermos.

Muitos curados ou não foram ficando e ficando também cada vez mais evidente a necessidade de se melhorar a infraestrutura do local. Afinal, as pessoas se banhavam na lama que se formava com as águas medicinais depois se construíram grandes caixotes de madeira que serviam como banheiras e depois, os primeiros barracões, balneários improvisados para que os banhistas não fizessem seus tratamento ao ar livre.

Coube coronel Agostinho fazer uma olaria para se produzir tijolos e telhas e a Antônio Teixeira Diniz, a ideia de se construir o primeiro hotel, iniciativa que encontro apoio da família do sesmeiro. Chega o mestre Sá, primeiro professor e farmacêutico.

Chega O médico Dr. Pedro Sanches de Lemos promoveu as analises da águas e deu respaldo científico aos que até então era feito empiricamente. Em seu livro Síntese Histórica de Poços de Caldas, Dr. Mário Mourão dedica um capitulo importante aos três grandes do passado. Coronel Agostinho, Antônio Teixeira Diniz e Pedro Sanches.

Os três homenageados, ao lado de anônimas mulheres foram responsáveis diretos pelo aparecimento das estância das águas.

Não se pode esquecer que o Senador Godoy de o início legal a nossa estância e a muitas outras do Brasil e seu nome não pode ser esquecido quando se fala de paternidade do termalismo brasileiro, porém, o conhecimento científico, a inteligência e o humanismo de Pedro Sanches de Lemos merece um capítulo a parte quando o assunto é Poços de Caldas.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *