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Projeto que regulamenta o transporte por aplicativo é retirado pelo Executivo

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O projeto foi retirado pelo Executivo após reunião com a categoria e deve ser enviado novamente à Câmara Municipal dentro de 60 dias – foto Bruno Peres/Agência Brasil

Poços de Caldas (MG) – O projeto de lei que visa regulamentar o transporte individual por aplicativos em Poços de Caldas foi retirado pelo Executivo depois de ter sido enviado para a Câmara Municipal para análise e apreciação.


De acordo com a Secretaria Municipal de Comunicação, o projeto foi retirado após uma reunião entre o Executivo e os representantes da categoria.

Durante a reunião ficou acordado que os profissionais vão apresentar algumas sugestões para o projeto e o Executivo vai avaliar se acrescenta ou não as sugestões ao projeto de lei.

Após o prazo de 60 dias o projeto de lei será reenviado para apreciação novamente na Câmara Municipal.


O projeto de lei estabelece regras para empresas, motoristas e veículos, com base na Lei Federal nº 13.640/2018, que dá aos municípios a responsabilidade de organizar esse tipo de serviço.

Entre os pontos principais estão os critérios para cadastro dos motoristas, como CNH com atividade remunerada, certidão negativa de antecedentes criminais e registro no INSS. Os veículos também deverão cumprir requisitos como licenciamento regular, seguro para passageiros e limite de idade para uso do serviço.

O projeto ainda garante direitos aos usuários como acesso prévio ao valor da corrida, trajeto e avaliação do serviço. Também determina que motoristas não utilizem pontos de táxi e atendam apenas chamadas via aplicativo.

A fiscalização ficará sob responsabilidade da Secretaria de Segurança Pública e Mobilidade Urbana, com possibilidade de aplicação de advertências, multas e até cassação da autorização em caso de irregularidades.

A proposta busca dar mais organização ao setor, reduzir conflitos e garantir mais segurança para todos os envolvidos.

Audiência Pública adiada

Antes da retirada do projeto, o vereador Tiago Braz (REDE) havia proposto a realização de uma audiência pública para que o projeto fosse amplamente discutido com a população, e principalmente com os profissionais do transporte por aplicativo na cidade.

Com a retirada do projeto a audiência foi adiada.

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