Apos acidente com cabine, cabos do teleférico passam por vistoria

A empresa que realiza o teste eletromagnético nos cabos de aço do teleférico de Poços de Caldas, realizou na última terça-feira, 1º, uma análise das condições da estrutura do equipamento.

Revisão anual dos cabos foi antecipada após o acidente

O trabalho de revisão que é feito rotineiramente todos os anos, estava previsto para março de 2020, porém após o acidente com a cabine e um servidor municipal do Turismo, no dia 5 de setembro, a vistoria foi antecipada, atendendo a um pedido do Secretário Municipal de Turismo, Ildeu Pereira.” Este teste eletromagnético é feito rotineiramente todos os anos para análise das condições do cabo de aço. Com o acidente decidimos antecipar o teste para verificar se houve dano no cabo de aço, destacou o secretário de Turismo. Cada revisão custa ao Município a quantia de R$ 18 mil.

Ainda de acordo com o secretário de Turismo, o laudo do teste será emitido em breve, mas a análise feita pelo técnico constatou que o cabo está em prefeitas condições de utilização e segurança. Porém o teleférico que segue interditado, só deve voltar a funcionar após a conclusão da investigação que apura a causa do acidente.

A convite da secretaria de Turismo, a revisão dos cabos contou com o acompanhamento da Perícia Técnica da Polícia Civil que estipulou um prazo de 30 dias após a queda da cabine para apresentar o resultado da investigação.

O acidente

O acidente foi registrado no dia 5 de setembro  após uma forte chuva de granizo que caiu sobre a cidade, acompanhada por vento forte. A tempestade durou cerca de 40 minutos.

O auxiliar de manutenção da Secretaria Municipal de Turismo, Miguel Albano de Almeida Filho, de 59 anos, fazia a inspeção de rotina naquela tarde. Após o temporal, Miguel desceu a serra em uma  das cabines, quando já no pé da serra próximo ao perímetro urbano, o equipamento desacoplou do cabo de aço e caiu sobre o telhado de um estacionamento perto da Fonte dos Amores. Miguel foi encontrado no meio da mata a 20 metros de distância da cabine. O Corpo de Bombeiros estima que ele tenha caído de uma altura de aproximadamente 12 metros. Ele foi socorrido consciente e levado para Santa Casa.

O servidor sofreu uma perfuração no intestino e uma fratura na costela. Ele foi submetido a uma cirurgia no mesmo dia. Foram quase 4 horas de cirurgia e o auxiliar de manutenção reagiu bem e ficou internado no setor de Urgência e Emergência em observação. Depois de 12 dias de internação, Miguel recebeu alta, porém, segundo a família ele ainda não se lembrava como aconteceu o acidente.

Um perito de Belo Horizonte veio a Poços para ajudar a equipe da Perícia Técnica local nas investigações.

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