Ex-prefeito de Caldas se manifesta a respeito da operação da Polícia Federal

O ex-prefeito de Caldas, Ulisses Guimarães Borges usou as redes sociais para se manifestar a respeito da Operação Odisseia, deflagrada em conjunto pela Polícia Federal, Ministério Público Federal e a Controladoria Geral da União, que apura a denúncia de desvios de recursos federais com o transporte escolar. O ex-prefeito negou as irregularidades.

A prefeitura de Caldas foi um dos alvos da operação – foto Polícia Federal

A operação, que teve a prefeitura de Caldas com um dos alvos da ação na última terça-feira, 30, investiga possível desvio de dinheiro público do Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar, pela Prefeitura de Caldas no período entre 2013 e 2017, quando Borges esteve à frente da administração.

Pelo menos dois contratos são alvos da investigação. Juntos somam mais de R$ 9 milhões.

De acordo com o Ministério Público Federal, as investigações apontaram que o o ex-prefeito teria agido com servidores públicos para direcionar procedimentos no processo licitatório para contratar empresas previamente selecionadas.

As investigações teriam constatado que os editais tiveram pouca publicidade e as clausulas do editam restringiam a concorrência além da falta de informações sobre a delimitação do serviço a ser contratado, bem como as rotas a serem percorridas.

Em um vídeo divulgado na página do ex-prefeito, Borges se defende.

Segundo ele, o valor  de R$ 9 milhões citado pelo Ministério Público Federal é referente ao total gasto com o transporte escolar entre 2013 e 2017. Destacando que a melhoria nas condições do transporte escolar foi uma das prioridades do seu mandato, uma vez que quando assumiu encontro veículos completamente sucateados. “Gastamos algo em torno de R$ 150 mil por mês, para manter a frota de transporte escolar, que contava com mais de 40 veículos, entre kombis, ônibus, vans e carros. Para quem conhece a extensão do município de Caldas, o tamanho da zona rural, as distâncias dos locais onde os alunos precisam ser pegos e deixados diariamente, em todos os turnos, manhã, tarde e até a noite, com uma malha de transporte escolar que rodava mais de 4 mil quilômetros por dia, é fácil perceber que o valor gasto é absolutamente compatível e me arrisco a dizer, até abaixo do mercado”, destacou o ex-prefeito.

O ex-prefeito disse que foi surpreendido com a ação e que não foi ouvido até o momento, até mesmo a defesa ainda não teve acesso ao inquérito para comprovar que não cometeu nenhuma irregularidade. “ É uma investigação, não há processo judicial, não sou réu em nada referente a esse assunto. Então posso dizer com absoluta confiança que até o final dessa investigação tudo será esclarecido e comprovado que não cometi qualquer crime”, finalizou Borges.

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