Mulheres de Luta – Marieta Carneiro

8 de março é Dia Internacional da Mulher. A data faz referência à luta das mulheres operárias e foi oficializada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1975, embora seja comemorada desde o início do século XX. Para além das flores, o Dia Internacional da Mulher serve para amplificar a luta pela igualdade de gênero em todo o mundo. O Poçoscom.com mostra que, em Poços de Caldas, não é diferente. Aqui tem militância e resistência e é o que você acompanha na série “Mulheres de Luta”.

Marieta Carneiro: “Isso faz parte da minha vida desde os 11 anos”

Em tempos de reformas que afetam em cheio a vida do trabalhador, ser sindicalista ganha novos contornos. Para a professora de Geografia da rede municipal, mãe de dois filhos e militante também do movimento negro, a luta diária à frente do Sindicato dos Servidores Públicos de Poços de Caldas é árdua.

Marieta Carneiro – foto Bárbara Salomão

Há 29 anos na rede municipal de Educação, onde passou pela Educação Infantil antes de ensinar aos alunos como as relações humanas se dão no espaço geográfico, Marieta Carneiro dos Santos vai completar oito anos na diretoria do Sindserv, cujo desafio é atender as demandas dos servidores da Prefeitura de Poços de Caldas, uma das maiores empregadoras do Sul de Minas, com mais de 6 mil funcionários.

“A importância do nosso trabalho enquanto sindicalista é a defesa e proteção dos trabalhadores, de uma forma geral. Eu sou mãe e o sindicato exige demais dos profissionais que se dispõem a trabalhar lá. Somos servidores que abrem mão de suas funções para defender os direitos de classe e o direito de luta. O trabalho é árduo, nós ficamos muito expostos, mas é também muito prazeroso porque é a oportunidade de ajudar os trabalhadores e fazer essa defesa em âmbito municipal”, avalia.

Marieta não teme desafios e faz parte também da diretoria da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB Minas). “Nós fazemos o elo de todos esses direitos do trabalhador”, pontua.

“Como mãe, professora e mulher entendo que a luta pela proteção de toda a sociedade brasileira, principalmente dos trabalhadores, é de grande relevância neste contexto”, afirma a sindicalista, que milita desde a infância. “Sempre participei dos movimentos sociais, isso faz parte da minha vida desde os 11 anos”.

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