Polícia Civil instaura inquérito para apurar causa da morte de farmacêutica desaparecida

Campestre (MG) – A Polícia Civil de Minas Gerais, por meio da Delegacia de Polícia Civil de Campestre instaurou um inquérito policial para apurar as circunstâncias da morte da farmacêutica Regina Helena Vieira de Souza Marques, de 74 anos.
A vítima, que havia desaparecido na última sexta-feira, 17, na zona rural daquele município foi encontrada morta na tarde de terça-feira, 21, em um córrego, perto do local em que o carro dela estava.
Os exames realizados no Instituto Médico Legal (IML) não apontaram indícios de morte violenta.
O delegado Marcos Pimenta, chefe do 18º Departamento de Polícia Civil de Poços de Caldas informou nesta quinta-feira, 23, que a farmacêutica tinha o hábito quinzenal de sair de São Paulo para ir até Alfenas e visitar familiares e visitar uma fazenda na região. “Ainda não sabemos qual o real motivo e porque a vítima no trajeto dela se deslocou até a zona rural de Campestre, onde veio perder o controle direcional do veículo, impossibilitando realizar uma manobra no carro. Nenhum objeto ou pertence da vítima foi subtraído, inclusive o material encontrado próximo ao corpo da vítima,” detalha o delegado
Ainda de acordo com o chefe do 18º Departamento de Polícia Civil, após a localização do corpo, a perícia oficial da Polícia Civil compareceu ao local para realização dos trabalhos técnicos necessários. “Os exames realizados pelo médico legista do Instituto Médico Legal de Poços de Caldas, não apontaram indícios de morte violenta na vítima,” afirmou o delegado
Instituto de Criminalista da Polícia Civil
Mesmo com o resultado não apontando sinais de violência no corpo, os materiais coletados pela perícia serão encaminhados para o laboratório do Instituto de Criminalista da Polícia Civil em Belo Horizonte. “Todo material colhido foi submetido a um exame detalhado e não foi localizado até o presente momento qualquer indicio de morte violenta. Mesmo assim os materiais foram encaminhados para Belo Horizonte, onde serão submetidos a analises ainda mais minuciosas. Os laudos têm prazo de 30 dias para serem concluídos, podendo ficar prontos ainda antes em virtude da necessidade de esclarecimento total do caso,” enfatizou o delegado.
Enquanto aguarda pelo resultado dos exames as investigações continuam sendo realizadas pelas equipes. “A Polícia Civil, desde o momento do desaparecimento da vítima está trabalhando no caso. Com as evidências técnicas não temos como afirmar se houve morte violenta. Ressalto que a medicina legal, o médico legista não encontrou se quer um indício de morte violenta. Hipóteses estão sendo elaboradas. Nós estamos em sintonia com os trabalhos dos peritos criminais, médico legista e escrivães para exaurir todo e qualquer questionamento sobre o caso. Nós nos solidarizamos com os familiares e amigos da senhora Regina e daremos continuidade às investigações, “concluiu o delegado.
Desaparecimento
A farmacêutica Regina Helena Vieira de Souza Marques estava desaparecida desde a última desapareceu na sexta-feira, 17, quando seguia de São Paulo para Alfenas, viagem que a vítima estava acostumada a fazer de 15 em 15 dias. A família perdeu o contato com a farmacêutica, que não chegou em casa e a polícia foi acionada.
O carro da vítima foi encontrado no fim da tarde de sábado, 18, em uma estrada vicinal em uma lavoura de café, na zona rural de Campestre. O veículo estava trancado e com alguns pertences da vítima dentro.
As equipes do Corpo de Bombeiros iniciaram as buscas nas proximidades do local onde o carro foi encontrado.
Na tarde de terça-feira, 21, após as buscas terem sido retomadas, os bombeiros localizaram o corpo dentro de um córrego nas proximidades de onde o carro estava.
O sepultamento foi realizado na manhã de ontem no Cemitério Municipal de Alfenas.





