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CANJICA DOURADA

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Antes da chegada da família real,(1808)  os mineiros ricos tinham ainda o costume, ao mostrarem as suas lavras a um hospede distinto, que as vinham visitar, de lhe dedicarem à primeira bateada, que para prova se extraia na ocasião, oferecendo lhe em seguida o ouro daí lavrado.

Os mineiros timbravam então, poder de oferecer uma amostra muito rica, que se lhe não podia recusar, sem ofender.

Eram, por isso, procurados propositalmente os lugares mais ricos. Quando, porem, sucedesse não ter feliz êxito à bateada, e se tratasse de um dos diversos governadores, que vinham frequentemente visitar as lavras mais ricas, para inquirirem dos seus progressos, então aparecia à sobremesa do grande jantar, que era dado na ocasião, uma tigela tampada de peso fora do comum, coma iguaria predileta dos mineiros, a canjica, sendo logo entregue ao governador, que a fazia levar para o seu quarto, a fim de servir-se oportunamente, sem declinar, bem entendido, o nome da iguaria, que se propunha a comer. Tais presentes dourados falhavam raras vezes o seu fim, pois a vontade de um governador era naquele tempo onipotente. Isto, porém terminou com a chegada da Família Real, porque os mineiros, que tal canjica podiam ainda oferecer, o faziam mais eficazmente, expedindo-a em barras para o Rio de Janeiro. E assim se foi o tempo das visitas tão interessantes, que aos mineiros faziam esses grandes personagens.

 

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